Família da paciente fez um boletim de ocorrência por omissão de socorro; mulher passou mal enquanto fazia uma visita
Um caso chocante ocorreu ontem em Ribeirão Preto: uma senhora, durante visita a seu irmão internado no Hospital Ribeirânia, na zona leste, passou mal. A família solicitou ajuda, e um enfermeiro prestou os primeiros socorros, mas a idosa continuava em situação crítica.
Negação de Atendimento e Busca por Socorro
Sem convênio médico, a filha da idosa, Moura, contatou o SAMU, que se recusou a enviar uma ambulância, alegando já estarem dentro de um hospital e que o próprio hospital deveria acionar o serviço. A busca por ajuda dentro do hospital se mostrou infrutífera. Apesar de procurar a enfermeira-chefe, Moura recebeu a orientação de levar a mãe ao estacionamento e ligar para o SAMU de lá, como se a situação de urgência ocorresse fora do hospital. A filha relatou ainda que foi informada de um custo de R$380,00 para atendimento no local, sem contar com os custos de equipamentos e remédios.
Omissão de Socorro e Consequências
Diante da recusa de atendimento, a família teve que socorrer a idosa sozinha. Após ligar para o SAMU do estacionamento, informando a localização da paciente, o serviço de emergência finalmente chegou. O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) foi acionado e seu conselheiro na região, Eduardo Binh, explicou que o médico tem a obrigação de atender qualquer urgência, independente da situação financeira do paciente. Um boletim de ocorrência por omissão de socorro foi registrado. A idosa foi levada ao Hospital de Clínicas (HC) e permanece em estado grave, necessitando de cateterismo para desobstrução de artéria.
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Investigação e Manifestação do Hospital
O Cremesp irá apurar as circunstâncias do ocorrido, investigando a conduta da enfermeira-chefe e se as normas internas do hospital foram seguidas. O hospital, por sua vez, emitiu uma nota afirmando que apura o caso e que tem como conduta socorrer pacientes, independente da posse ou não de plano de saúde. O estado de saúde da idosa de 80 anos, que passou a noite no HC, ainda é considerado grave.



