Vítima teria sido abordada por duas pessoas no Centro da cidade que o convenceram a transferir a quantia em troca do bilhete
A polícia de Jabut-kabal investiga um novo caso do golpe do bilhete premiado que deixou um idoso de 77 anos sem R$ 240 mil. Segundo a investigação, o aposentado foi convencido pelos golpistas a transferir os valores em duas operações bancárias; até o momento, o dinheiro não foi recuperado.
Como ocorreu o golpe
De acordo com o delegado Plausio Fernandes, a vítima foi abordada no centro da cidade por dois homens que, a princípio, não chamaram a atenção. Um deles se apresentou como uma pessoa simples com problema documental e alegou não poder receber um suposto prêmio. O comparsa, fazendo-se passar por outro transeunte, sugeriu uma espécie de “sociedade” para viabilizar o recebimento do bilhete premiado.
Convencido, o idoso chegou a entrar no carro com os golpistas e foi levado a duas agências bancárias. No primeiro banco realizou uma transferência de R$ 100 mil e, no segundo, transferiu R$ 140 mil. Segundo a polícia, as quantias seguiram para duas contas em nomes de terceiros localizadas na Bahia e em Minas Gerais.
Leia também
Investigação e dificuldades para recuperar os valores
O delegado afirma que há indícios de que a quadrilha seja especializada nesse tipo de golpe e que a recuperação dos valores será difícil. Um atraso na comunicação do crime — o idoso só procurou a polícia depois de algum tempo, e a agência demorou um dia para reagir — prejudicou a tentativa de bloqueio imediato das transferências. A investigação aponta ainda que muitos envolvidos podem ter emprestado seus nomes para receber os recursos, que foram rapidamente pulverizados em diversas contas e usados para pagamentos e saques.
Explicação dos bancos e orientações
O assessor de investimentos Felipe Borba explicou que, quando a transferência é feita pelo próprio cliente presencialmente, com senha e autorização no caixa, o banco não costuma consultar a finalidade do depósito e não tem como impedir a operação. Transferências de alto valor muitas vezes são realizadas diretamente no guichê, e o grande volume diário de transações torna operacionalmente inviável que as instituições bancárias chequem destino e motivo de todas as operações em tempo real.
O delegado lembra que vítimas de golpes devem procurar imediatamente a agência onde as transferências foram feitas para solicitar o bloqueio — o chamado “estouro” — e registrar o boletim de ocorrência na delegacia. A rapidez no atendimento e na comunicação ao banco e à polícia é essencial para aumentar as chances de recuperação dos recursos.
As autoridades seguem apurando os responsáveis e pedem atenção especial a idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, alvos frequentes desse tipo de estelionato.



