Depois de tomar a primeira dose de forma presencial, agentes de saúde foram até sua casa aplicar a segunda vacina
Um casal de Ribeirão Preto passou por uma situação inusitada na última sexta-feira. Duas equipes da prefeitura foram até a residência deles para aplicar a vacina contra a Covid-19, mesmo sem que eles fossem acamados ou tivessem solicitado atendimento domiciliar.
Vacinação antecipada e sem agendamento
A esposa recebeu a primeira dose da vacina pela manhã. À tarde, o marido, que havia tomado a primeira dose 12 dias antes, recebeu a segunda dose. O prazo recomendado para a segunda dose da Coronavac é de 14 a 28 dias. O senhor João Roberto Nunes da Silva, de 77 anos, e sua esposa, Yolanda Marafão da Silva, de 74 anos, afirmaram não ter solicitado a vacinação em domicílio. Segundo eles, as equipes de vacinação alegaram estar antecipando procedimentos para desafogar os postos de saúde.
Implicações e posicionamento da prefeitura
Um infectologista consultado pela Rádio CBN afirmou que, embora não haja risco imediato à saúde, a vacinação antecipada pode comprometer a resposta imune. A prefeitura de Ribeirão Preto, em nota, justificou o ocorrido alegando que o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) recebe ligações de diversas pessoas para agendamento de vacinação, e que não realiza vacinação sem solicitação prévia. A prefeitura afirmou ainda que os telefones informados não atenderam, e que, apesar de haver um protocolo de ligação prévia para triagem, este não foi seguido. A nota também menciona que o SAD busca otimizar as atividades e aprimorar o processo de trabalho para evitar erros futuros, adotando um critério mais rigoroso na análise dos pacientes.
Dúvidas e questionamentos
Apesar das explicações da prefeitura, a situação levanta questionamentos sobre a eficácia do sistema de agendamento e a falta de comunicação com os pacientes. A falta de um sistema que identifique automaticamente vacinações prévias e evite a aplicação antecipada de doses é uma preocupação. A reportagem finaliza com a incerteza sobre a imunização do casal, visto que a segunda dose foi aplicada fora do prazo recomendado, e a necessidade de uma melhor organização e comunicação por parte do serviço de vacinação domiciliar para evitar situações semelhantes no futuro.



