Ouça a coluna ‘CBN Via Legal’, com Renato Toledo Lima
A recente aprovação pelo Senado de um projeto de lei que visa garantir o atendimento domiciliar por órgãos públicos a idosos enfermos representa um avanço significativo na proteção dos direitos dessa parcela da população. A medida surge como resposta à problemática enfrentada por muitos idosos, que eram obrigados a comparecer pessoalmente em unidades do INSS para realizar o recadastramento de seus benefícios, mesmo em condições de saúde precárias.
O Contexto da Mudança
A obrigatoriedade do comparecimento físico dos aposentados e pensionistas do INSS gerou grande desconforto e indignação, expondo idosos a filas extensas e, em alguns casos, a situações desumanas. Embora a justificativa do INSS fosse o combate a fraudes, a medida demonstrou-se insensível às necessidades e limitações físicas de muitos beneficiários.
O Que Muda com a Nova Lei
Com a aprovação do projeto de lei, que aguarda apenas a sanção presidencial, o atendimento domiciliar passa a ser um direito garantido aos idosos enfermos. A proposta não se limita ao INSS, abrangendo também outros órgãos públicos, o que amplia o alcance da proteção. Além disso, o projeto assegura o direito do idoso de se fazer representar por procuração, conferindo maior flexibilidade e agilidade aos processos.
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Implicações e Benefícios
A nova legislação representa um marco na garantia da dignidade e do bem-estar dos idosos, ao reconhecer suas necessidades específicas e facilitar o acesso aos serviços públicos. Ao eliminar a obrigatoriedade do comparecimento físico, o projeto contribui para reduzir o sofrimento e o estresse dos idosos, além de evitar o deslocamento desnecessário e os riscos associados.
A aprovação do projeto sinaliza um importante passo em direção a uma sociedade mais justa e inclusiva, que valoriza e protege seus cidadãos mais vulneráveis.