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Idosos em situação de vulnerabilidade aguardam vagas em casas de acolhimento em Ribeirão Preto

Instituições estão com capacidade no limite; secretário de Assistência Social reconhece o problema e estuda como resolver
idosos em casas de acolhimento
Instituições estão com capacidade no limite; secretário de Assistência Social reconhece o problema e estuda como resolver

Instituições estão com capacidade no limite; secretário de Assistência Social reconhece o problema e estuda como resolver

Pelo menos 60 idosos em situação de vulnerabilidade aguardam vaga em casas de acolhimento em Ribeirão Preto, cujas capacidades estão esgotadas. A demanda crescente expõe a fragilidade do sistema de assistência social da cidade.

Um Caso de Dependência

Seu José, de 75 anos, aposentado e ex-pedreiro, ilustra a situação dramática. Após uma queda há três meses, ele ficou impossibilitado de andar e depende totalmente dos cuidados da irmã, dona José Farruda, de 77 anos. A rotina de dona José é marcada pela dificuldade em cuidar do irmão, que necessita de ajuda para as tarefas mais básicas, além de cuidados com a medicação para depressão. A família busca desesperadamente uma vaga em uma instituição de longa permanência para idosos.

A Busca por Soluções e o Longo Tempo de Espera

Há quatro meses, dona José solicitou à prefeitura uma vaga para o irmão, mas até o momento não obteve resposta da Secretaria de Assistência Social. A situação se repete para pelo menos 62 idosos, com a espera podendo se estender por anos. Ribeirão Preto conta com 214 vagas em cinco instituições, todas lotadas. A instituição filantrópica Vovô Albano, por exemplo, opera com sua capacidade máxima de 24 idosos, segundo a assistente social Gislane Mazer. O processo de solicitação de vagas se inicia nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), onde a prefeitura realiza uma triagem e inclui os idosos em uma lista de espera.

Ações em Andamento e Investigação Ministerial

O secretário de Assistência Social, Júlio Baliheiro, reconhece o problema e afirma estar estudando soluções para ampliar a capacidade do sistema. O Ministério Público de Ribeirão Preto, por meio do promotor Carlos César Barbosa, instaurou inquérito para investigar a situação e convocará representantes das secretarias de Assistência Social e Saúde, além do governo municipal, para discutir medidas que visem zerar a fila de espera. A expectativa é por ações efetivas para garantir o acolhimento adequado a esses idosos vulneráveis.

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