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Idosos representam um quarto das mortes no trânsito

Número é fruto de levantamento do Observatório Nacional de Segurança, que analisa óbitos desde 2016
Mortes de idosos no trânsito
Número é fruto de levantamento do Observatório Nacional de Segurança, que analisa óbitos desde 2016

Número é fruto de levantamento do Observatório Nacional de Segurança, que analisa óbitos desde 2016

A cena é comum: pedestres lutando para atravessar ruas e avenidas, muitas vezes sem sucesso. Diversos fatores contribuem para essa situação, incluindo o fluxo intenso de veículos, a falta de semáforos e faixas de pedestres, e, mesmo quando a sinalização existe, a falta de respeito de alguns motoristas. O risco, quase sempre, recai sobre os pedestres, principalmente os idosos.

Riscos para Idosos no Trânsito

Um levantamento do Observatório Nacional de Segurança Viária mostrou que, em 2016, idosos representaram 25% das mortes no trânsito de Ribeirão Preto. Essa estatística alarmante pode ser explicada pela perda de agilidade e acuidade visual comum com a idade, tornando-os mais vulneráveis. A advogada especialista em trânsito, Raquel Almikwist, destaca a importância de uma cultura de respeito mútuo para evitar acidentes. A diminuição da percepção e reação, natural com o envelhecimento, exige mais paciência e compreensão dos demais condutores.

Políticas Públicas e Melhorias na Mobilidade

O Código de Trânsito Brasileiro não estabelece limite de idade para dirigir, e muitos idosos, muitas vezes sem perceber a própria perda de capacidade, continuam ao volante. A avaliação médica para a renovação da carteira de habilitação é crucial nesse contexto. Luiz Gustavo Correia, do Instituto Federalista em Planejamento Urbano e Gestão de Trânsito, defende a necessidade de ações de mobilidade urbana que incluam os idosos, como o aumento do tempo de travessia nos semáforos e a melhoria da sinalização, muitas vezes precária. Ribeirão Preto, com mais de 500 mil veículos emplacados, enfrenta um trânsito caótico e repleto de imprudências.

Um Chamado à Conscientização

Respeitar as diferenças e limitações dos outros é fundamental para construir uma cidade melhor. Embora Ribeirão Preto tenha sido classificada entre as dez melhores cidades para se viver após os 60 anos em um levantamento da FGV, considerando aspectos econômicos, sociais, culturais e hospitalares, sua posição cai para 39ª quando se analisam os espaços de lazer e bem-estar. A conscientização e a implementação de políticas públicas voltadas para a mobilidade urbana, priorizando a segurança de todos, especialmente os mais vulneráveis, são cruciais para garantir uma cidade mais inclusiva e segura para todos os seus habitantes.

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