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Igreja quer laudo próprio sobre queda de pedreiros

Acidente na Rua Martinico Prado, na Vila Tibério, deixou dois operários gravemente feridos
queda de pedreiros
Acidente na Rua Martinico Prado, na Vila Tibério, deixou dois operários gravemente feridos

Acidente na Rua Martinico Prado, na Vila Tibério, deixou dois operários gravemente feridos

Um acidente em uma obra na Vila de Berin, em Ribeirão Preto, resultou na queda de dois pedreiros, gerando preocupação e investigações sobre as causas e responsabilidades. O incidente, ocorrido no terreno da igreja Nossa Senhora do Rosário, levanta questões sobre a segurança dos trabalhadores e a supervisão da obra.

Investigação e Transparência

Após a queda dos operários de uma altura de 9 metros, o padre Luiz Boteon, administrador da congregação Tuaresiana, responsável pelo terreno, anunciou que solicitará uma avaliação própria para determinar as causas do acidente e definir os próximos passos em relação à obra. Segundo ele, a construtora responsável pelo projeto tem um histórico de 20 anos de parceria com a congregação, e a obra está sendo realizada em etapas. O padre Boteon enfatizou a importância da investigação para garantir a transparência e a segurança na continuidade da construção.

Responsabilidades e Esclarecimentos

A igreja Nossa Senhora do Rosário, localizada ao lado da obra, foi questionada sobre sua possível responsabilidade no acidente. O padre Daniel Apariço Rasteiro esclareceu que não há relação direta da igreja com a obra, sendo a comunidade claretiana a orientadora dos padres da igreja. Ele explicou que a congregação disponibilizou o terreno para a paróquia usar como estacionamento por muitos anos, mas solicitou o terreno de volta para a construção da obra, o que pode ter gerado confusão.

Condições de Trabalho e Denúncias

Após o acidente, operários da obra relataram que trabalhavam sem equipamentos de proteção individual (EPIs). Denúncias indicam a falta de itens básicos de segurança, como cintos de segurança. O presidente do sindicato dos trabalhadores da construção civil, José Meneves da Silva, afirmou que aguarda os resultados da perícia para verificar se houve negligência por parte do empregador, ressaltando que a responsabilidade pelo uso dos EPIs é do empregador, mesmo que o operário se negue a usá-los. A construtora Cardoso Mendonça, responsável pela obra, declarou que os funcionários utilizavam os EPIs e que a empresa dará apoio aos familiares das vítimas.

O ocorrido serve como um alerta para a importância da segurança no trabalho e da necessidade de investigação para evitar que acidentes como este se repitam.

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