Sindicato e promotoria exigem a imunização em duas doses aos profissionais; ouça o ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes
Volta às aulas presenciais em Ibiporã: um cenário complexo
A prefeitura de Ibiporã pretende retomar as aulas presenciais em atrássto, mas essa decisão enfrenta resistência. O promotor de Justiça e o presidente do sindicato dos servidores municipais defendem que a volta às aulas só deve ocorrer após a vacinação completa dos profissionais da educação, com a segunda dose. A meta de vacinação é de 12 mil profissionais, mas até o momento, 8.600 já foram imunizados. Há dúvidas sobre a contagem exata, pois alguns profissionais podem ter recebido a primeira dose em grupos prioritários, como os com comorbidades.
Vacinação e transparência: desafios na retomada das aulas
O secretário municipal de educação afirmou que conversará com a Secretaria da Saúde para avaliar a necessidade de novos agendamentos de vacinação para os profissionais da educação. A data prevista para a volta às aulas é 3 de atrássto, mas a falta de um levantamento preciso sobre a imunização completa dos profissionais gera incerteza. Tanto o sindicato quanto o Ministério Público exigem maior transparência nesse processo para garantir uma retomada segura e planejada.
Infraestrutura escolar: um entrave adicional
Além da vacinação, a questão da infraestrutura escolar também é crucial. O governo do Estado de São Paulo autorizou o retorno de até 100% dos alunos às aulas presenciais, mas muitas escolas, especialmente as públicas, não possuem a estrutura adequada para atender às novas normas de higiene e distanciamento social. A falta de espaço, materiais de higiene e a necessidade de rotatividade de máscaras são alguns dos desafios para garantir um retorno seguro e eficaz.
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A situação em Ibiporã demonstra a complexidade da retomada das aulas presenciais, exigindo um planejamento cuidadoso que contemple tanto a saúde dos profissionais da educação quanto a infraestrutura das escolas. A transparência na divulgação dos dados de vacinação e um diálogo aberto entre prefeitura, sindicato e Ministério Público são fundamentais para garantir uma decisão que priorize a segurança de todos os envolvidos.