Neologismo é a criação de expressões ou palavras; mestra em linguística, Lígia Boareto, explica como esses termos são criados
O programa Papo Certo recebeu a professora Lígia Boareto, mestre em Linguística e Língua Portuguesa, para discutir o uso de neologismos, palavras novas criadas, muitas vezes por celebridades.
Neologismos: Uma Forma de Evolução da Língua
Lígia explica que o neologismo, embora comum na música e literatura, tem se expandido para outros contextos. A criação de novas palavras é uma forma natural da língua se adaptar e evoluir, moldando-se às necessidades da comunicação.
Exemplos Recentes e a Questão da Escrita
A palavra “imbrochável”, que viralizou nas redes sociais, é um exemplo recente. A discussão sobre sua grafia (com “x” ou “ch”) ilustra a complexidade do processo. Lígia esclarece que a lógica de criação da palavra, seguindo regras gramaticais, não está errada. A escolha entre “x” e “ch” depende da interpretação e da origem etimológica da palavra “brochar”, com dicionários apresentando diferentes recomendações. A forma mais aceita pela imprensa, no entanto, é com “ch”.
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Outros exemplos citados foram expressões criadas por figuras públicas: “imorível”, usada pela primeira-dama; “inegociável, invendável e imprestável”, do presidente Vicente Matheus (Corinthians); e “imestível”, do ministro Antônio Rogério Magri (governo Collor). Algumas dessas palavras, como “imestível”, foram incorporadas ao vocabulário oficial. A permanência de um neologismo na língua depende de diversos fatores, incluindo o contexto em que foi criado e sua utilidade comunicativa.
A discussão sobre neologismos demonstra a dinâmica da língua portuguesa, sua capacidade de adaptação e a influência da cultura e da mídia na criação de novas palavras e expressões.