Ossos e pelos foram encontrados nos restos mortais; Polícia investiga se animal também foi envenenado assim como a dona
O Instituto Médico Legal (IML) concluiu na manhã desta quinta-feira a exumação da cachorra Babi, IML conclui exumação de cachorra de, que pertencia à professora de pilates Larissa Rodrigues, em Ribeirão Preto. O procedimento foi realizado na residência dos pais de Larissa, no bairro Ipiranga, onde o animal estava enterrado.
Segundo a polícia, o objetivo da exumação é verificar se a cachorra também foi envenenada por Elisabeth Rabassa, acusada de matar Larissa. O material coletado será encaminhado para exame toxicológico em São Paulo, mas não há prazo divulgado para a conclusão do laudo pericial.
Contexto do caso: Babi morreu no final de janeiro, aproximadamente 15 dias antes da morte de sua dona, Larissa Rodrigues, que foi envenenada. Elisabeth Rabassa, mãe de Natália Garnica, também vítima de envenenamento, é suspeita dos crimes contra ambas. Natália faleceu em circunstâncias semelhantes e a mãe dela está presa preventivamente, assim como o filho, o médico Luiz Antonio Garnica.
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Detalhes da exumação: O delegado Fernando Bravo informou que foram encontrados ossos e pelos do animal em avançado estado de decomposição, o que pode dificultar a identificação de partes moles para análise. O advogado de Elisabeth, João Pedro Soares, acompanhou a exumação e afirmou que sua cliente nega ter matado a cachorra.
Possibilidades e investigações: Márcio de Barros, coordenador do IML veterinário da Universidade Federal de Uberlândia, explicou que, apesar do tempo decorrido, ainda é possível coletar elementos importantes para a investigação. Ele citou casos recentes em que ossadas de animais enterrados há anos foram analisadas para identificar envenenamento.
O promotor do caso, Marco Stúlio Nicolino, denunciou Elisabeth e seu filho por feminicídio com qualificadoras relacionadas ao uso de veneno, motivo torpe e cruel, simulação e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. As defesas negam as acusações.
Informações adicionais
Além da exumação da cachorra Babi, outras investigações paralelas apontam que pessoas próximas a Elisabeth também teriam passado mal após contato com ela. A confirmação do envenenamento da cachorra pode agravar a situação da acusada, indicando que o animal teria sido usado em experimentos para o envenenamento de Larissa e Natália. O caso segue sob investigação, com atualizações previstas conforme a conclusão dos exames periciais.



