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IML realiza exumação do corpo da cachorra de Natália Garnica para conferir a causa da morte

Investigação pretende conferir se animal foi usado de teste para o uso do chumbinho na filha e nora de Elizabete Arrabaça
IML realiza exumação do corpo da
Investigação pretende conferir se animal foi usado de teste para o uso do chumbinho na filha e nora de Elizabete Arrabaça

Investigação pretende conferir se animal foi usado de teste para o uso do chumbinho na filha e nora de Elizabete Arrabaça

O Instituto Médico Legal (IML) realizará nesta manhã a exumação da cachorra Babi, IML realiza exumação do corpo da, pertencente à família de Natália Garnica, que também faleceu recentemente. Babi, cuidada pela mãe de Natália, Elizabeth Arrabassa, morreu no final de janeiro, cerca de 15 dias antes da morte da dona.

Elizabeth é acusada de envenenar e matar Larissa Rodrigues, professora de pilates em Ribeirão Preto, e também é suspeita da morte da própria filha Natália, ocorrida em Venedada. A exumação está marcada para as 10h na casa dos pais de Larissa, onde o animal foi enterrado dentro de uma caixa de papelão, o que pode facilitar a coleta de amostras para investigação, segundo o delegado Fernando Bravo.

Investigação e prisões: Elizabeth e seu filho, o médico Luiz Garnica, estão presos preventivamente sob acusação de feminicídio qualificado pelo uso de veneno, meio torpe e cruel, além da simulação de uso que dificultou a defesa da vítima Larissa. Luiz também responde por fraude processual por alterar a cena do crime após a morte da professora. O Ministério Público aponta que o crime foi planejado por motivos financeiros e para evitar a partilha de bens após Larissa descobrir o relacionamento extraconjugal de Luiz.

Contexto das mortes: Natália Garnica morreu aos 42 anos em 9 de fevereiro, em Pontau, onde residia. Um dia antes, Elizabeth esteve com a filha. Inicialmente, a morte de Natália foi registrada como natural. A investigação sobre a morte de Larissa Rodrigues revelou, por meio de laudo toxicológico, que ela foi envenenada com chumbinho. Elizabeth e Luiz foram presos em 6 de maio.

Aspectos técnicos da exumação: Segundo Márcio de Barros Bandarra, coordenador do IML veterinário da Universidade Federal de Uberlândia, apesar do tempo decorrido desde a morte da cachorra, ainda é possível coletar elementos importantes para a investigação. Laudos toxicológicos podem ficar prontos entre 7 e 10 dias. Bandarra ressalta que o maltrato a animais está cientificamente associado a maltratos a pessoas vulneráveis, como mulheres e idosos.

Informações adicionais

O laudo da exumação de Babi será incorporado ao inquérito sobre a morte de Natália Garnica, que ainda está em andamento e pode agravar a situação de Elizabeth Arrabassa no processo relacionado à morte de Larissa Rodrigues.

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