Objetivo é analisar se ela também foi envenenada com chumbinho assim como a professora de pilates Larissa Rodrigues
Começou a exumação do corpo de Natália Garnica, IML realiza exumação do corpo de, de 42 anos, no cemitério de Pontau. Natália morreu em fevereiro deste ano após um infarto, mas a Polícia Civil investiga a possibilidade de envenenamento. O pedido de exumação foi autorizado pela Justiça para aprofundar as investigações.
Segundo o médico legista Diogen Stadeu de Freitas Cardoso, IML realiza exumação do corpo de, responsável pela equipe que realiza o procedimento, técnicos do Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão Preto participam da exumação, prevista para ocorrer pela manhã. O objetivo é analisar órgãos que possam conter vestígios de substâncias tóxicas, especialmente no estômago, intestino e fígado, onde há maior chance de encontrar resíduos do possível envenenamento.
O médico explicou que a decomposição natural do corpo dificulta a identificação de substâncias após 90 a 120 dias do óbito, mas a análise será feita com base em amostras coletadas durante a exumação. Ele ressaltou que a ausência de vestígios não descarta a possibilidade de envenenamento, devido à degradação das substâncias ao longo do tempo.
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O pedido da exumação surgiu após a confirmação da presença de chumbinho no sangue de Larissa Rodrigues, cunhada de Natália, que morreu em março e está enterrada no mesmo túmulo. As certidões de óbito de ambas indicam quadros de edema pulmonar. Para garantir a integridade do processo, o cemitério de Pontau está com esquema de segurança reforçado, com portões fechados desde a tarde anterior e interdição das ruas próximas, impedindo a entrada de visitantes durante a exumação.
Se forem encontrados restos mortais viáveis, as amostras serão enviadas ao Instituto de Criminalística da Polícia Civil em São Paulo para análise, que pode levar cerca de 30 dias. O médico legista destacou a importância da cadeia de custódia, garantindo que as provas coletadas não sofram qualquer tipo de interferência durante o transporte e análise.
O irmão e a mãe de Natália Garnica permanecem presos sob suspeita no caso relacionado à morte de Larissa Rodrigues. Elisabeth Arrabassa, sogra de Natália, e Luiz Antônio Garnica, marido da vítima, também são investigados. Registros da portaria indicam que Elisabeth esteve no prédio de Larissa na noite anterior à morte, entre 20h45 e 22h, período em que o Ministério Público acredita que o envenenamento pode ter ocorrido.
A polícia informou que a morte de Larissa pode ter acontecido por volta das 5h da manhã. O efeito do chumbinho, substância tóxica encontrada, atinge seu pico em cerca de 30 minutos, causando sintomas como tontura, mal-estar, náuseas, vômitos, diarreia e alterações pulmonares e cerebrais, o que pode ser compatível com o quadro de Natália.
- Exumação autorizada pela Justiça após pedido da Polícia Civil.
- Equipe do IML de Ribeirão Preto participa da exumação em Pontau.
- Análise focada em órgãos como estômago, intestino e fígado para detectar vestígios de envenenamento.
- Segurança reforçada no cemitério para evitar interferências durante o procedimento.
Investigação e procedimentos:
- Natália Garnica morreu em fevereiro, inicialmente por infarto.
- Larissa Rodrigues, cunhada de Natália, morreu em março com presença de chumbinho no sangue.
- Ambas enterradas no mesmo túmulo no cemitério de Pontau.
- Suspeitas recaem sobre familiares próximos, que estão presos ou sob investigação.
Entenda melhor
Contexto do caso: O chumbinho é uma substância tóxica que pode causar sintomas graves e levar à morte em poucas horas. A análise forense busca identificar vestígios da substância mesmo após o corpo passar por decomposição, respeitando protocolos rigorosos para garantir a validade das provas.



