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Imobiliárias e construtoras tentam agilizar venda de imóveis antes de alta no juros

Setor teme que taxa se eleve em outubro e retraia ainda mais o mercado
venda de imóveis
Setor teme que taxa se eleve em outubro e retraia ainda mais o mercado

Setor teme que taxa se eleve em outubro e retraia ainda mais o mercado

A Caixa Econômica Federal implementou novas taxas de juros para financiamentos imobiliários a partir de 1º de outubro, impactando diretamente quem busca adquirir um imóvel. As mudanças afetam tanto o Sistema Financeiro da Habitação (SFH) quanto o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). Para ilustrar, um financiamento de R$ 300 mil, pago em 30 anos, poderá custar R$ 40 mil a mais.

Impacto no Mercado Imobiliário

Em Ribeirão Preto, uma imobiliária com um vasto portfólio de imóveis observou uma queda de 30% a 40% na procura por lançamentos desde o segundo trimestre, reflexo da atual crise econômica. No entanto, a venda de imóveis de terceiros se manteve estável. A empresa tem vendido entre 20 e 30 imóveis por mês, um resultado inferior ao do ano anterior. Antônio Carlos Peixoto, diretor de vendas, acredita que os consumidores buscarão alternativas para realizar o sonho da casa própria.

Alternativas de Financiamento

Peixoto destaca que bancos privados estão oferecendo condições competitivas, financiando até 70% do valor do imóvel. Ele ressalta o papel da imobiliária em auxiliar compradores e vendedores, oferecendo assessoria para uma negociação segura e bem orientada. Antes do anúncio do aumento das taxas da Caixa, o preço dos imóveis à venda registrou a primeira queda em sete anos, especialmente em grandes cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba, onde a redução média foi de 50%. Em Ribeirão Preto, a queda foi de cerca de 10%, indicando um bom momento para quem deseja comprar um imóvel.

Análise Econômica e Perspectivas

O economista Miguel de Oliveira, da Anefac, alerta que apenas os financiamentos já em andamento podem escapar das novas taxas. Ele aponta para a crescente burocracia e seletividade dos bancos na concessão de crédito, devido à conjuntura econômica desfavorável. Oliveira destaca que os bancos estão financiando uma porcentagem menor do valor dos imóveis, exigindo uma entrada maior dos compradores. Este é o terceiro aumento de juros em 2015, somando-se às elevações de janeiro e abril, além da redução da cota máxima de financiamento.

As alterações promovidas pela Caixa, incluindo o aumento das taxas de juros e a redução do valor financiado, impactam o consumidor. A Caixa justifica o aumento com a elevação das taxas básicas de juros. A taxa efetiva total para não clientes do banco passará de 9,45% ao ano para 9,90% para a compra de imóveis pelo SFH.

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