Parte do teto e algumas paredes estão destruídos; prédio fica ao lado da Câmara Municipal, na região central
Um imóvel em frente à Câmara Municipal de Ribeirão Preto se tornou, segundo moradores e comerciantes da região, abrigo de usuários de drogas, ponto de descarte irregular de lixo e apresenta sérios danos estruturais. A construção fica no entroncamento da Rua Gerônimo Gonçalves com as ruas Felipe Camarão e Guatapará, a poucas dezenas de metros do prédio da Câmara.
Estado de abandono e riscos estruturais
O prédio, que já funcionou como marcenaria, hoje mostra paredes quebradas, parte do telhado desabado e sinais de incêndios recentes. Vizinhos relatam que o local foi invadido por pessoas em situação de rua e por usuários de drogas, e que restos de mobiliário e entulho se acumulam tanto no interior quanto na calçada. O acúmulo de material queimado e as partes comprometidas da construção elevam o risco de desabamento, segundo moradores.
Impacto na saúde pública e sensação de insegurança
O descarte de lixo no imóvel preocupa pela associação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti em meio à epidemia de dengue vivida pela cidade. Empresário que denunciou o caso, Ulisses de Almeida, conta que, após desapropriação do imóvel pela prefeitura anos atrás, a casa ficou vazia e acabou sendo ocupada: “Eles criaram os filhos ali por cerca de 20 anos. Faz uns 3 ou 4 anos que começaram os problemas com a prefeitura e desapropriaram. No último ano a situação piorou, tomou conta”, relatou.
Moradores também descrevem aumento da sensação de insegurança: usuários de drogas circulam nas imediações, especialmente à noite, e alguns pontos do centro já vinham sendo apontados por reportagem local como formação de uma Cracolândia nas proximidades da Câmara, com ocorrências em trechos da Avenida Álvaro de Lima, margens do córrego Ribeirão Preto, no antigo prédio da C. A. Géspio e ao longo da Avenida Bandeirantes.
Reclamações e posicionamento oficial
Vizinhos afirmam ter registrado denúncias à prefeitura sem ver respostas efetivas. “Falam que vão ver, mas a gente mora aqui há 20 anos e nunca viu uma solução”, disse um morador. Há reclamações também sobre a cobrança de IPTU em contraste com a falta de manutenção e fiscalização do imóvel.
A reportagem solicitou posicionamento ao poder público. Em nota, a prefeitura informou que uma equipe do Departamento de Fiscalização vai apurar a situação no local e que o proprietário pode ser autuado e multado caso as irregularidades não sejam regularizadas. A administração não respondeu a perguntas adicionais feitas pela reportagem.
Moradores e comerciantes esperam atrásra ações práticas para remover o lixo, recuperar a segurança na área e evitar novos riscos à saúde, especialmente diante do surto de dengue.



