Ouça o primeiro bloco do programa que foi ao ar neste sábado (5), às 10h
O programa Almanaque CBN discutiu as ações de combate a queimadas e incêndios em áreas de cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. A preocupação com a devastação ambiental e os prejuízos para o meio ambiente e para a vida das pessoas foi destacada.
Nova Portaria e Fiscalização
Sergio Maçom, coordenador de Fiscalização Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, explicou a portaria de 2016 (com alterações em 2017) que estabelece critérios objetivos para relacionar queimadas aos responsáveis, permitindo uma fiscalização e punição mais eficazes. A intenção é diferenciar eventos danosos e dolosos daqueles acidentais ou em que o produtor tomou as devidas providências preventivas.
Ações do Setor Sucroenergético
Juliano Bortolotti, coordenador ambiental da Orplana, e Renata Camargo, do Departamento Jurídico da União das Usinas de Cana de Açúcar (UNICA), destacaram a transição do setor para a colheita mecanizada, sem queima. A UNICA trabalha na disseminação de conhecimento sobre normas ambientais para produtores de todos os portes, enfatizando a diferença entre queima controlada (que não existe mais) e incêndios, que geram prejuízos econômicos ao setor. A Orplana realiza ações de comunicação, informação, divulgação e treinamento para evitar autuações injustas.
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Prevenção e Recuperação
A Secretaria do Meio Ambiente atua em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, Cetesb e outros órgãos na Operação Corta-Fogo, focando na proteção de matas nativas e unidades de conservação. O combate a incêndios criminosos também foi abordado, com exemplos de prejuízos causados por queimadas ilegais. A Fundação Florestal trabalha na recuperação de áreas afetadas, como a Mata de Santa Teresa em Ribeirão Preto, com parcerias do setor sucroenergético. A importância da prevenção, com a manutenção de aceiros e planos de auxílio mútuo, foi ressaltada, assim como a obrigatoriedade de equipes de brigada de incêndio em frentes de colheita.
A região de Ribeirão Preto foi apontada como área crítica para focos de incêndio, exigindo ações rápidas de monitoramento e combate. A colaboração entre produtores, órgãos públicos e empresas é fundamental para minimizar os riscos e proteger o meio ambiente.



