Professor Ismael Rocha aponta que não houve capacitação dos professores e nem todos os alunos têm acesso à internet
O secretário de Educação do Estado de São Paulo, Rociélio Soares, esteve em Ribeirão Preto para acompanhar a vacinação de profissionais da educação e outros programas escolares. Sua fala sobre o impacto do fechamento das escolas durante a pandemia chamou atenção, principalmente sobre os prejuízos na alfabetização e no desenvolvimento sócio-emocional das crianças.
Impacto na Alfabetização
Em 2019, 56% das crianças estavam alfabetizadas ao final do primeiro ano. Em 2022, esse número caiu para 21%. O secretário destacou o aumento significativo no número de crianças sem alfabetização na idade adequada, enfatizando a grande necessidade de retorno às aulas presenciais.
Prejuízos Sócio-Emocionais
Além dos problemas de alfabetização, o secretário também alertou para os prejuízos sócio-emocionais causados pela falta de convívio social nas escolas durante a pandemia. Um monitoramento realizado em 2019 e divulgado em 2023 apontou a necessidade de desenvolvimento de competências sócio-emocionais, levando à reestruturação curricular e à inclusão de disciplinas como “Projetos de Vida”.
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Desafios e Soluções
Ismael Rocha, doutor em Educação e mestre em Sociologia, analisou a situação, apontando dois principais motivos para o aumento da defasagem na alfabetização: a dificuldade dos professores em lidar com plataformas virtuais e a falta de acesso à tecnologia por parte de muitos alunos. Ele ressaltou a necessidade de se olhar para o problema não apenas como uma constatação, mas como um desafio que exige soluções práticas e focadas, especialmente no desenvolvimento sócio-emocional das crianças. A retomada das aulas presenciais não pode ignorar o tempo perdido e a necessidade de reconstrução do processo de aprendizagem. O papel do educador é fundamental, exigindo incentivo, qualificação e reconhecimento.



