Funcionários da fábrica de sapatos de Franca querem aceitar redução salarial para não serem demitidos
A fábrica Carmen Steffens, em Franca, enfrenta um momento de tensão. Apesar da produção continuar, paira no ar um clima de preocupação e incerteza entre os funcionários. A empresa propôs uma redução na jornada de trabalho e, consequentemente, nos salários de seus 2000 empregados, o que gerou grande apreensão.
A Proposta e a Reação dos Trabalhadores
A proposta da empresa envolve a suspensão do trabalho em 22 sextas-feiras, de atrássto a janeiro do próximo ano. Parte dessas folgas seria descontada dos salários, enquanto a outra seria destinada ao banco de horas. Inicialmente, os funcionários aceitaram a proposta na tentativa de evitar demissões. No entanto, o sindicato da categoria não concordou com os termos, o que levou a protestos e manifestações.
O Posicionamento do Sindicato
O sindicato dos sapateiros alega que a Carmen Steffens não enfrenta uma crise financeira que justifique a redução salarial ou demissões. O presidente da entidade, Sebastião Ronaldo de Oliveira, afirmou estar aberto a negociações, mas reafirmou sua oposição à proposta de redução de jornada. O sindicato apresentou uma contraproposta à empresa, sugerindo alternativas para evitar demissões e garantir a manutenção dos salários.
Impasse e Perspectivas Futuras
O advogado da empresa, Juliano Brunelli, informou que novos avisos prévios serão emitidos somente após a confirmação do desligamento dos 44 funcionários que já estão cumprindo a medida. Ele também declarou que não há novas propostas a serem feitas, pois a empresa já apresentou diversas alternativas ao sindicato e ao Ministério do Trabalho. A situação permanece indefinida, com o sindicato e a empresa em lados opostos da negociação.
Diante do impasse, os trabalhadores aguardam ansiosamente por uma solução que preserve seus empregos e renda, enquanto a empresa busca alternativas para manter sua competitividade no mercado.



