Esferas não entram em consenso se os investimentos serão na pista do aeroporto ou no terminal de passageiros
O Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, enfrenta um impasse que ameaça seu desenvolvimento. Apesar do anúncio do governador Márcio França sobre licitação para melhorias até o final do ano, divergências entre os governos estadual e federal sobre recursos e o projeto de ampliação atrasam as obras.
Passageiros em queda e a necessidade de investimentos
Dados da ESP (Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo) apontam que o Aeroporto Leite Lopes registrou o menor número de passageiros dos últimos sete anos em 2022 (867 mil, 6% a menos que em 2016). Embora os números tenham melhorado ligeiramente em 2023, o número de aeronaves também diminuiu. Essa situação levanta questionamentos sobre a real necessidade e prioridade das obras de ampliação, com debates sobre a expansão do terminal de passageiros ou melhorias na pista.
Impasse entre governos e o futuro do aeroporto
A discordância entre os governos federal e estadual se centra nos recursos e no escopo das obras. A Secretaria Nacional de Aviação Civil afirma que as obras priorizam o terminal de passageiros, com recursos de R$ 88 milhões (R$ 80 milhões do governo federal e R$ 8 milhões do estado), provenientes do Programa de Aviação Regional. O DAESP, por sua vez, afirma que todas as obras previstas no termo de compromisso com o governo federal, incluindo melhorias nas cabeceiras e pistas, estão mantidas, com o estado antecipando algumas intervenções. O secretário nacional de aviação civil, Dario Lopes, esclareceu que a prioridade é a reforma do terminal de passageiros, sendo possível rediscutir o valor e a redistribuição dos recursos, desde que os níveis de conforto e segurança sejam mantidos. Entretanto, mudanças no projeto demandam justificativas técnicas robustas para evitar problemas com órgãos de controle.
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O futuro incerto e os desafios para o Leite Lopes
A situação do Aeroporto Leite Lopes permanece complexa, com o impasse entre os governos e a necessidade de investimentos para atender às demandas de passageiros e cargas. A reforma da pista enfrenta restrições judiciais, impactando a possibilidade de operar voos de carga com aeronaves maiores. A modernização do terminal de passageiros, embora necessária, não garante a solução imediata dos problemas estruturais do aeroporto e a atração de novas companhias aéreas. A conclusão das obras depende da resolução do impasse entre os governos e da aprovação de projetos técnicos viáveis, com previsão de conclusão apenas para o próximo ano.



