Equipe foi condenada em 1ª instância pelo caso que aconteceu em 2019; ouça o ‘Good Game CBN’ com Nicholas Bocchi
As novidades do mundo dos games e os bastidores desse universo eletrônico foram o tema da conversa com Nicholas Boc, especialista em direito esportivo e games. Em destaque, o caso do Clube Imperial Sports, condenado em primeira instância a pagar 400 mil reais de indenização à família de um jogador que faleceu em 2019.
O Caso do Clube Imperial Sports
O caso ganhou grande repercussão, envolvendo processos trabalhistas, civis e até investigações criminais pelo Ministério Público do Trabalho. Apesar de ter resultado em um acordo com pagamento de multa na esfera penal, a condenação por danos morais gerou grande impacto no mercado de e-sports. A família alegou diversas irregularidades na gaming house do clube, incluindo problemas de higiene, alimentação inadequada, falta de exames médicos e assistência médica, culminando na morte do jogador devido a uma infecção no sistema nervoso central.
Implicações para o Mercado de E-sports
A condenação do Clube Imperial Sports levanta questões importantes sobre a estrutura e as condições de trabalho oferecidas aos atletas de e-sports. A falta de investimento em estrutura adequada, contratos irregulares e a precariedade das gaming houses são problemas recorrentes, afetando a imagem do mercado e a confiança dos investidores. A Imperial, que recorrerá da decisão, é atualmente a casa de grandes jogadores de Counter-Strike no Brasil, tornando a situação ainda mais delicada. A discussão se estende à necessidade de um fair play financeiro, onde clubes que investem em boas condições para seus atletas não sejam prejudicados pela concorrência desleal de clubes com práticas precárias.
Alternativas e um novo jogo
Como alternativa às gaming houses, alguns clubes estão adotando o sistema de gaming offices, onde cada atleta tem sua própria casa e utiliza um escritório compartilhado para treinos e competições. Embora as gaming houses sejam comuns em países como Coreia, China e Europa, com altos padrões de qualidade, no Brasil muitas vezes são vistas como forma de reduzir custos, comprometendo a saúde e o bem-estar dos jogadores. Finalizando, Nicholas Boc indicou o jogo independente “Stray”, um jogo de aventura felina que vem chamando atenção pela sua criatividade e sucesso, mesmo com um orçamento muito menor que jogos de grandes empresas. A originalidade e a boa recepção do jogo mostram o potencial de jogos independentes em um mercado muitas vezes dominado por produções repetitivas.



