Chamas começaram na segunda-feira (2) e até atrásra não foram controladas; fogo se aproximou das casas
O estado de São Paulo enfrenta uma grave situação de incêndios florestais, Incêndio destrói grande área na Fazenda da Barra, na Zona Leste de Ribeirão, com 16 focos ativos registrados pela Defesa Civil. Um dos principais focos está localizado na Fazenda da Barra, um assentamento agrícola às margens da Rodovia Anhanguera, entre os bairros Ribeirão Verde e Cândido Portinari, em Ribeirão Preto. A área é composta por pequenos produtores rurais e possui diversas áreas de preservação ambiental intercaladas com residências.
O fogo, que teve início em terrenos com plantações, rapidamente se espalhou para áreas de mata e chegou muito próximo das casas, causando prejuízos a moradores locais. Wesley de Almeida, morador do assentamento, relatou que o incêndio começou por volta do meio-dia de segunda-feira e, desde então, o fogo não cessou. Ele contou que a casa dele foi cercada pelas chamas e que precisou jogar água constantemente para evitar que o fogo atingisse a residência.
“Esse incêndio começou por volta de meio-dia e começou ali embaixo, atravessou a estrada e passou para essa mata. Desde então o fogo não parou mais. Ainda tem foco de fogo do lado do Portinari, na Barra, na linha do trem, que está na mata, bem no meio de uma área destruída. O fogo cercou tudo, inclusive a casa toda. Tivemos que jogar água para não incendiar os palitos e até a casa.”
Wesley também mencionou que, apesar de sua propriedade não ter sofrido perdas, vizinhos tiveram prejuízos significativos, incluindo a morte de animais como porcos e galinhas, além da destruição de hortas. Ele destacou o medo constante causado pela seca e pela possibilidade de novos incêndios, o que tem afetado o sono e a tranquilidade dos moradores.
“Aqui nós temos galinha e estamos produzindo a horta, começando atrásra. Algumas pessoas perderam hortas, animais como porcos e galinhas morreram queimados. Estamos com medo da seca, pois pode pegar fogo em tudo. Não dormimos, ficamos preocupados.”
O repórter Samuel Santos visitou a Fazenda da Barra e constatou a extensão dos danos causados pelo fogo. Ao longo das estradas de terra que cortam a região, observou-se a mata queimada dos dois lados, com áreas inteiras devastadas. Próximo à linha do trem que divide a Fazenda da Barra do bairro Cândido Portinari, o fogo parou por não ter mais áreas para se alastrar.
Desde segunda-feira, o helicóptero Águia da Polícia Militar realiza o monitoramento da região para controlar os focos de incêndio. O equipamento sobrevoa a área periodicamente, identificando pontos com brasas e chamas ainda ativas, o que é fundamental para evitar a propagação do fogo, especialmente em condições de tempo seco e ventos fortes.
A fumaça gerada pelos incêndios tem afetado diversos bairros ao redor da Fazenda da Barra, incluindo Florestan Fernandes, Pedra Branca, Cruzeiro do Sul e Antônio Palocci, além do próprio Cândido Portinari e do Jardim Ipiranga. A visibilidade na Rodovia Anhanguera, uma das principais vias da região, tem sido comprometida, especialmente no início das manhãs, quando a fumaça se concentra próxima à superfície. Embora não tenha havido interdições, a situação representa risco para motoristas e moradores.
Incêndios ativos na região de Ribeirão Preto
Além da Fazenda da Barra, a Defesa Civil registrou outros dois focos ativos na região de Ribeirão Preto: nos municípios de São Simão e Luís Antônio, ambos localizados às margens da Rodovia Anhanguera. Nessas localidades, o combate aos incêndios envolve o uso de aviões que realizam lançamentos de água sobre as áreas afetadas. Moradores e motoristas que passam pela rodovia, especialmente próximo ao pedágio de São Simão, podem observar essas aeronaves em operação.
Focos de incêndio em outras regiões do estado: O problema dos incêndios florestais não está restrito à região de Ribeirão Preto. Na região de Franca, o município de Pedregulho também registra focos ativos. Outras cidades no interior paulista com incêndios em andamento incluem Monte Alegre do Sul, Bom Jesus dos Perdões, Piracicaba e Valinhos, na região de Campinas; Dois Córregos, na região de Bauru; Pompeia e Garça, na região de Marília; Presidente Prudente e Braúna, na região de Araçatuba; Ilha Solteira; e Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo, além de Mairiporã.
Recomendações e medidas de prevenção: A Defesa Civil reforça a importância de evitar o uso de fogo para limpeza de terrenos, soltura de balões, fogueiras e queima de lixo, pois essas práticas aumentam significativamente o risco de incêndios florestais. A população é orientada a denunciar qualquer atividade suspeita ou incêndio em andamento. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 190 da Polícia Militar ou pelo disque denúncia da Polícia Civil, no número 181.
Entenda melhor
Os incêndios florestais no interior de São Paulo têm sido agravados pelas condições de seca prolongada e ventos fortes, que facilitam a propagação do fogo. A combinação de áreas agrícolas com vegetação nativa e residências próximas torna o combate mais complexo e aumenta os riscos para a população local. O monitoramento aéreo e o trabalho das equipes de combate são essenciais para controlar os focos e minimizar os danos.



