Capitão Diogo Araújo detalha perdas de áreas ambientais e ecológicas e cita omissão da CPFL que pode pagar R$ 48 mi.
A Polícia Ambiental concluiu o relatório sobre o incêndio que devastou quase 5 mil hectares da Reserva Ecológica Jataí, em Luís Antônio, em setembro. De acordo com o capitão Oguaraujo, da Polícia Ambiental, 3 mil hectares de vegetação nativa foram destruídos, além de quase 2 mil hectares do Instituto Florestal, que sofreu danos em cerca de 95% de sua área (1.900 hectares de um total de 2.000).
Causas do Incêndio
O incêndio, que durou 14 dias, teve início com a queda de um eucalipto sobre uma linha de alta tensão da CPFL, causando faíscas que incendiaram a vegetação. O vento forte contribuiu para a rápida propagação das chamas. A investigação apontou falta de manutenção na vegetação sob a linha de alta tensão em alguns trechos, comprometendo a segurança da área.
Impacto e Multas
O incêndio destruiu mais de 30% da área total da reserva (9 mil hectares), causando um impacto ambiental significativo. A Polícia Ambiental aplicou multas à CPFL, totalizando aproximadamente 47 milhões de reais, distribuídos em três autos de infração (3,9 milhões, 41 milhões e 2,1 milhões). O capitão Oguaraujo terá uma reunião com a empresa para discutir as multas. A CPFL foi contatada para se posicionar sobre o caso.
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Próximos Passos
O relatório e o boletim de ocorrência serão encaminhados ao Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente) do Ministério Público Estadual para dar andamento ao processo judicial. A promotora Claudia Bibi já havia antecipado que a causa do incêndio estava relacionada a problemas na fiação elétrica. A extensão dos danos e o valor das multas destacam a gravidade do ocorrido e a importância da prevenção e manutenção adequadas para evitar tragédias semelhantes.



