Via não está bloqueada, mas a visão é prejudicada por conta da fumaça; região tem focos de incêndios ativos
Na manhã desta terça-feira, Incêndio em Jardinópolis compromete a visibilidade na Anhanguera, a região de Ribeirão Preto e cidades vizinhas enfrenta uma grave crise ambiental causada por incêndios florestais que têm provocado uma intensa fumaça, comprometendo a qualidade do ar e a visibilidade. Moradores relatam a persistência da fumaça desde o fim de semana retrasado, especialmente em áreas próximas ao Rio Pardo, onde o fogo ainda não foi completamente controlado.
Segundo relatos do repórter Samuel Santos, a visibilidade na rodovia Anhanguera, próximo à ponte do Rio Pardo, está muito reduzida devido à fumaça densa que cobre o horizonte, dificultando a visualização de vegetação, plantações e até mesmo condomínios localizados na zona norte de Ribeirão Preto. A fumaça preta e espessa é resultado de focos de incêndio ativos na região, que têm sido monitorados pela Defesa Civil.
Condições climáticas agravantes: A situação é agravada pela combinação de umidade do ar extremamente baixa, em torno de 7%, e a prolongada estiagem que atinge a região. Barretos, por exemplo, é uma das cidades mais secas do país, o que dificulta a respiração e aumenta os riscos para a saúde da população, especialmente para quem realiza atividades físicas ao ar livre. O calor intenso e a baixa umidade criam um cenário propício para a propagação dos incêndios.
Incêndios ativos e áreas afetadas
Os incêndios têm afetado diversas cidades da região, incluindo Jardinópolis, Pedregulho, São Simão e Auteinópolis. Em Pedregulho, há monitoramento contínuo com o uso de aeronaves de asa fixa para combater as chamas. Em São Simão, os focos de incêndio retornaram em áreas como Fazenda Fortaleza e Fazenda Barreiro, também com apoio aéreo. Auteinópolis enfrenta dificuldades devido ao acesso complicado às áreas atingidas, onde usinas locais auxiliam no combate ao fogo.
Na região próxima ao Rio Pardo, a fumaça persiste há mais de uma semana, mesmo após o fogo ter sido teoricamente controlado. O calor e o tempo seco mantêm a emissão de fumaça, que afeta diretamente os moradores de condomínios e ranchos localizados às margens do rio. A Defesa Civil ainda não conseguiu delimitar a extensão exata das áreas queimadas em Jardinópolis, mas mantém o monitoramento constante.
Impactos à saúde e à população: A fumaça densa tem causado dificuldades respiratórias e desconforto para os moradores da região, que relatam cheiro forte e irritação nos olhos e vias respiratórias. A baixa umidade do ar também exige cuidados redobrados com hidratação e limita a prática de exercícios físicos ao ar livre. Apesar da gravidade da situação, não foram registradas vítimas ou danos a residências até o momento.
Ações das autoridades e orientações à população: A Defesa Civil mantém um gabinete de crise para monitorar e coordenar as ações de combate aos incêndios, contando com o apoio de equipes terrestres e aéreas. As usinas da região também participam do esforço para controlar as chamas. As autoridades reforçam a importância de denúncias para identificar e punir responsáveis pelos incêndios, que podem ser feitas pelo telefone 190 (Polícia Militar) ou 181 (Disque Denúncia da Polícia Civil), inclusive de forma anônima.
Em caso de emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo 199. Em Ribeirão Preto, a Guarda Civil Metropolitana também está disponível pelo número 153 para atendimento relacionado à defesa civil.
Informações adicionais
- A umidade do ar na região chegou a níveis críticos, com 7% em Barretos, uma das mais baixas do país.
- Os incêndios têm afetado áreas de várzea próximas ao Rio Pardo, dificultando o combate devido ao terreno e condições climáticas.
- Até o momento, 12 pessoas foram detidas em investigações relacionadas aos incêndios, incluindo cinco em Franca.
- O vento, que poderia agravar a propagação das chamas, está presente em baixa intensidade, o que ajuda a conter a dispersão do fogo.



