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Incêndio na Estação Jataí é o único de grandes proporções ainda ativo no estado

Força-tarefa com mais de 150 brigadistas e sete aeronaves atuam no combate; fogo começou na noite de sexta-feira (27)
Incêndio na Estação Jataí é
Força-tarefa com mais de 150 brigadistas e sete aeronaves atuam no combate; fogo começou na noite de sexta-feira (27)

Força-tarefa com mais de 150 brigadistas e sete aeronaves atuam no combate; fogo começou na noite de sexta-feira (27)

O município de Luiz Antônio, Incêndio na Estação Jataí é o único de grandes proporções ainda ativo no estado, no interior do Estado de São Paulo, enfrenta o quarto dia consecutivo de combate a um incêndio ativo na Estação Ecológica Jataí, a maior reserva de cerrado do estado, com cerca de 11 mil hectares. Segundo o último boletim divulgado pela Defesa Civil de São Paulo ao meio-dia desta terça-feira, trata-se do único incêndio ativo no estado no momento.

O combate às chamas conta com uma força-tarefa composta por mais de 150 pessoas, 56 veículos e sete aeronaves, entre cinco aviões fretados para combate a incêndios rurais e dois helicópteros Águia da Polícia Militar. As ações são coordenadas pela Defesa Civil estadual, com a presença da tenente-coronel Cláudia Beme, diretora da Defesa Civil, que acompanha o trabalho no local.

Estratégias de combate e atuação das equipes

De acordo com a tenente-coronel Cláudia Beme, as aeronaves não atuam diretamente na extinção do fogo, mas realizam o lançamento de água e de um produto retardante de cor vermelha para conter o avanço das chamas, especialmente nas áreas de difícil acesso para as equipes terrestres. Paralelamente, brigadistas trabalham na construção de aceiros — faixas de terreno limpo que funcionam como barreiras para impedir a propagação do fogo. Esses aceiros são feitos com recursos físicos e químicos.

O combate ao incêndio segue um cronograma estratégico baseado nas condições climáticas. O período de maior atividade ocorre entre 6h e 11h30, quando a umidade relativa do ar é mais elevada, permitindo que os brigadistas atuem com maior segurança. Já entre 11h e 15h, quando as temperaturas são mais altas e a umidade do ar é muito baixa, o combate terrestre é limitado em algumas áreas, e a maior parte do trabalho é realizada pelas aeronaves.

Coordenação e envolvimento dos órgãos estaduais: A secretária estadual de Meio Ambiente, Natália Rezende, esteve na reserva para acompanhar o gabinete de crise montado para o enfrentamento do incêndio. Ela ressaltou que a ação envolve diversas instituições, como a Secretaria de Meio Ambiente, Defesa Civil, Fundação Florestal e Corpo de Bombeiros, trabalhando de forma integrada e coordenada.

Segundo Natália Rezende, a força-tarefa atua em três frentes principais. Uma delas é o trabalho com caminhões-pipa na manutenção dos aceiros, que foram investidos como medida preventiva e têm se mostrado eficazes no combate ao fogo. Outra frente de trabalho ocorre próxima ao Rio Mojiguaçu, onde as equipes também atuam para controlar as chamas. A secretária destacou que as ações preventivas realizadas anteriormente têm contribuído para a eficácia do combate atual.

Histórico de incêndios e monitoramento da reserva

A Estação Ecológica Jataí possui um histórico de incêndios de grandes proporções. Em 2021, cerca de 3,8 mil hectares foram queimados, enquanto em 2020 a reserva sofreu uma queimada que afetou aproximadamente 5 mil hectares. Para evitar novos incêndios, a reserva passou a ser monitorada em tempo integral neste ano por drones equipados com câmeras termais, que auxiliam na detecção precoce de focos de fogo.

Investigação e condições climáticas adversas: Além do combate às chamas, o governo estadual iniciou uma investigação para identificar as causas do incêndio. A secretária Natália Rezende afirmou que o estado está focado em apurar as circunstâncias do início do fogo e que, caso haja indícios de crime ambiental, as autoridades atuarão com rigor.

As condições climáticas adversas têm dificultado o combate ao incêndio. A região de Luiz Antônio apresenta baixa umidade relativa do ar, altas temperaturas e ventos fortes, fatores que favorecem a propagação do fogo e prejudicam a operação das aeronaves. A secretária destacou que esses eventos extremos tornam o cenário mais desafiador e que a chuva é a única solução definitiva para controlar o incêndio.

Entenda melhor

A Estação Ecológica Jataí é uma área protegida que visa preservar o bioma do cerrado, um dos ecossistemas mais ameaçados do Brasil. O cerrado é caracterizado por sua biodiversidade e importância para a regulação do clima e recursos hídricos. Incêndios florestais nessa região podem causar danos irreversíveis à fauna, flora e aos serviços ambientais.

O uso de aeronaves no combate a incêndios florestais é uma prática comum para alcançar áreas de difícil acesso e realizar ações rápidas de contenção. O retardante vermelho utilizado ajuda a retardar a propagação do fogo, permitindo que as equipes terrestres atuem de forma mais segura e eficiente.

O monitoramento por drones térmicos é uma tecnologia recente que permite detectar focos de calor mesmo durante a noite, facilitando a identificação precoce de incêndios e a mobilização rápida das equipes de combate.

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