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Incêndio que atingiu mata nativa em Ribeirão comprometeu espécies importantes e recuperação deve ser lenta

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Incêndio mata nativa
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A Mata de Santa Teresa, localizada na zona sul de Ribeirão Preto, representa um dos maiores fragmentos de floresta estacional semi-decidual da região, abrigando uma rica diversidade de espécies como jequitibás, perobas-rosa, jatobás e jacarandás-paulista. Originalmente com um inventário de 212 espécies vegetais, o plano de manejo da estação ecológica catalogou mais 67 espécies nativas e quatro exóticas.

O Impacto do Incêndio na Biodiversidade

Em entrevista com a bióloga Olga Kutekoff Henrique, foi discutida a importância da Mata de Santa Teresa e os prejuízos causados por um recente incêndio. Olga ressaltou que a mata é um dos poucos remanescentes de vegetação natural em terra fértil na região, abrigando uma elevada diversidade de espécies vegetais. No entanto, sua área limitada dificulta a conservação efetiva da fauna. A queima de mais de 30 hectares representa uma grande perda para a diversidade de espécies.

Recuperação e o Plano de Manejo

Olga, que integrou a equipe do plano de manejo, afirmou que a recuperação é possível e exigirá intervenção humana através do plantio de espécies para acelerar o processo. O plano de manejo, instrumento de gestão obrigatório para unidades de conservação, visa manter a Mata de Santa Teresa como uma área de proteção integral. A bióloga acredita que a parte da mata que permaneceu intacta será fundamental para fornecer sementes e promover a regeneração natural da área afetada.

Desafios na Fiscalização e Prevenção

A suspeita é que o incêndio tenha sido iniciado durante um ritual com velas, prática comum em diversas áreas de vegetação na região. Olga Kutekoff Henrique apontou que o efetivo de fiscalização na Mata de Santa Teresa é insuficiente para controlar o acesso e prevenir tais práticas. Flávia Duval, proprietária de terras na mata, complementa que o fechamento da estrada interna dificulta a fiscalização, permitindo que pessoas continuem acessando a área a pé ou de bicicleta. A preocupação com a ausência de fiscalização foi levantada em discussões com o Ministério Público, a Prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente, mas o incidente recente confirmou que as práticas religiosas continuaram ocorrendo sem o devido monitoramento.

A colaboração entre órgãos públicos, proprietários e a comunidade é essencial para fortalecer a fiscalização, prevenir novos incidentes e garantir a preservação deste importante fragmento de mata atlântica.

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