Professor e pesquisador da Unesp, Vitor Engracia Valenti, explica os riscos à saúde quando essas partículas são inaladas
A qualidade do ar em Ribeirão Preto e região sofre queda significativa nesta época do ano, devido à baixa umidade e ao aumento de queimadas. Conversamos com especialistas para entender os impactos à saúde.
Impactos na Saúde
A poluição do ar, responsável por mais de 8 milhões de mortes anuais no mundo, causa danos neurológicos a longo prazo pela inalação de componentes tóxicos como ozônio, dióxido de nitrogênio, monóxido de carbono e dióxido de enxofre. Essas partículas chegam à corrente sanguínea em menos de um minuto, afetando todos os órgãos. Pessoas com diabetes, problemas cardíacos e respiratórios são as mais vulneráveis.
Medidas de Proteção e Prevenção
A hidratação é fundamental, assim como o uso de máscaras em áreas com alta poluição. A redução do trânsito, como demonstrado pela greve dos caminhoneiros de 2018, que resultou em melhora significativa da qualidade do ar e redução de internações, mostra a importância de diminuir a emissão de gases poluentes. Umedecimento do ar em casa, com panos úmidos, também auxilia. A lavagem nasal com soro fisiológico (10ml para adultos, 5-10ml para crianças) é recomendada para umedecer as vias aéreas e remover resíduos tóxicos. É crucial procurar ajuda médica diante de qualquer sintoma.
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Vulnerabilidade e Cuidados
Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis aos efeitos da poluição. Em cidades altamente poluídas, a exposição prolongada aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta. A poluição pode ter efeitos equivalentes aos de fumar vários cigarros por dia, dependendo do nível de exposição. A prevenção e a busca por ajuda médica são essenciais para minimizar os riscos à saúde.



