Dez pacientes foram selecionados para primeiros experimentos; outras 21 pessoas farão parte da próxima etapa
Começaram ontem, em São Paulo, os testes clínicos com a fosfoetanolamina sintética para o tratamento do câncer. A pesquisa, que representa um avanço significativo na busca por terapias oncológicas, envolve a colaboração de diversas instituições e o acompanhamento rigoroso dos pacientes.
Primeira Fase dos Testes
Nesta etapa inicial, dez pacientes receberão a medicação, popularmente conhecida como “pílula do câncer”, e serão monitorados de perto por uma equipe multiprofissional do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP). O objetivo é avaliar a segurança e a tolerabilidade da substância, além de observar os primeiros sinais de eficácia.
Expansão da Pesquisa
Caso os resultados da primeira fase sejam promissores, o estudo será expandido para incluir mais 21 pacientes, abrangendo dez tipos diferentes de tumores. Essa ampliação permitirá uma avaliação mais abrangente do potencial terapêutico da fosfoetanolamina em diversas formas de câncer.
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Aprovação e Produção
Os testes foram devidamente aprovados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde, garantindo a segurança e o bem-estar dos participantes. A Fundação para o Remédio Popular (FURP) foi responsável por fornecer as cápsulas da substância para a realização da pesquisa. A fosfoetanolamina sintética foi produzida em um laboratório em Cravinhos e, posteriormente, enviada à FURP, que a disponibilizou ao ICESP para esta fase crucial dos testes.
O estudo representa um passo importante na avaliação do potencial terapêutico da fosfoetanolamina sintética, e os resultados obtidos serão fundamentais para determinar o futuro da pesquisa e o possível desenvolvimento de novas opções de tratamento para pacientes com câncer.



