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Indaiatuba, a capital dos caboclinhos

Indaiatuba, a capital dos caboclinhos
capital dos caboclinhos
Indaiatuba, a capital dos caboclinhos

Indaiatuba, a capital dos caboclinhos

Olá! Sejam bem-vindos a mais um episódio do Sons da Terra, direto da roça, direto do mato! Estamos em Datatuba, no Sítio São Bento, com Paulo Augusto, repórter do Terra da Gente, e Ananda Porto.

Ananda, conte-nos sobre este lugar tão próximo ao aeroporto e à redação. É um prazer enorme para nós estarmos aqui, convidados pelos responsáveis por este convite: Rubens Galdin e Rafa Wolf. Sejam bem-vindos ao Sítio São Bento!

Uma História Centenária

Rubens, conte-nos sobre a ligação familiar com esta propriedade. Meu bisavô, António Ambil, comprou esta propriedade em 1924. Passou para minha avó, Rosa, meu avô Zezinho, minha mãe, Sélia, e atrásra está comigo e já na quinta geração com Rafa e José. São mais de 100 anos de história!

Rafa, sua ligação com o sítio é especial, pois você é bióloga. Acredito que sua interação aqui teve participação na sua escolha profissional. Com certeza! Passei minha infância aqui, apreciando a natureza e os pequenos detalhes. A influência do espaço e da família foi fundamental.

Observação de Aves e a Natureza Compartilhada

Este lugar especial passa de geração para geração. Hoje, com o crescimento do birdwatching, vocês recebem observadores. Como está essa questão para o sítio? Iniciamos há uns dois anos, em 2022, a receber visitantes para observação de aves e famílias interessadas em apreciar a natureza.

O birdwatching é uma ótima ferramenta, pois o passarinho é a porta de entrada. As pessoas precisam prestar atenção, e o passarinho chama atenção, percebendo a interação. É gostoso compartilhar o sítio com pessoas que se interessam pela natureza, especialmente a observação de aves. As visitas são com agendamento, entrando em contato conosco. Trabalhamos com visitas guiadas, com horário marcado, para ter essa troca e compartilhar a natureza com o maior número de pessoas possível. Com um menor número de pessoas, o aproveitamento é maior. É uma experiência mais intimista e produtiva.

O Caboclinho: Personagem Principal

Temos um personagem principal: o caboclinho, um nome bonito e saudável. Rafa, fale-nos sobre essa ave. São um grupo de espécies dentro do gênero Sporophila, como os colerinhos e o migodinho. Eles são migratórios e passam por aqui entre outubro e dezembro. Das 11 espécies de caboclinho, recebemos 7 em Datatuba. É uma das únicas cidades com essa variedade. Eles se juntam nessas áreas para se alimentar.

Quantas espécies existem? São 11, e mais da metade aparece por aqui. É difícil ter essa concentração, pois eles migram meio juntos, meio separados. A rota de migração depende da espécie, mas geralmente é o sul do Brasil, Argentina e até o Tocantins. Quando estão subindo, estão com uma plumagem parda, e os machos trocam para a plumagem não reprodutiva, parecendo fêmeas. Quando estão descendo, já estão trocando de plumagem e passam por aqui para se alimentar.

Que tipo de alimentação eles procuram aqui? Eles são granívoros, principalmente de capins e sementes nativas. Eles apresentam grau de ameaça por conta da perda de habitat e dos gaioleros. O grande problema é a alimentação, que está cada vez mais escassa. Observamos eles em Etuba desde 2017 e notamos a diminuição dos capins. Tem temporada que, por conta de incêndios, eles se alimentam de capim exótico. Não é o ideal, mas quebra o galho. O ideal seria a alimentação nativa.

Márcio Repinin explicou que eles têm o bico para pegar o capim que está molinho. Ele é professor da Universidade Federal do Rio Grande e veio o ano passado para acompanhar os observadores e a pesquisa. É fantástico! Existem muitas perguntas e poucas respostas. A pesquisa deles é super importante para descobrir a rota. Foi uma honra recebê-los aqui e contribuir com o projeto. Os dados dos observadores são importantes, mas eles precisam pôr a mão na massa e extrair a informação na pele. A ciência cidadã é super importante e se complementa.

A expectativa é ver se vai ter algum anilhado, para saber se foi o mesmo que passou por aqui. Eles passam aqui em Detuba de outubro até o começo de dezembro, para se alimentar e seguir a viagem. Existem vários tipos de caboclinhos: caboclinho branco, caboclinho de barriga vermelha, caboclinho de barriga preta, caboclinho de papo branco, o caboclinho comum e o de chapéu cinzento. É difícil identificar, mas o canto é uma característica que se mantém. É importante ter gravações e estudar o canto. O vídeo talvez seja mais interessante do que só o áudio.

Estamos na temporada dos caboclinhos! Vamos ver se este ano será tão bom quanto os anteriores. Vamos ficar de olho e compartilhar. Quem quiser, tem o contato do Coa. O convite está feito para compartilhar tudo isso e agregar cada vez mais.

Agradecemos a parceria e a amizade. O Terra tem uma importância muito grande no que estamos fazendo aqui e no direcionamento que demos não só para o sítio, mas na vida da gente. É uma troca, aprendemos juntos e compartilhamos. O objetivo é esse. Agradecemos o convite e estamos aproveitando desde a semana passada. Obrigado pela paciência. Agora, vamos finalizar a conversa e pegar a bacate. Valeu, pessoal! Apoio Partilha. Visite a gente no Instagram e no Ludo City.

Até a próxima!

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