São Paulo é a líder seguida por Florianópolis, Curitiba, Vitória e Belo Horizonte; ouça o ‘CBN Tecnovação’ com Dalton Marques
O Índice de Cidades Empreendedoras, estudo realizado pela ENAP (Escola Nacional de Administração Pública) com apoio da Endeavor, chegou à sua sexta edição em 2022, analisando os 100 municípios mais populosos do Brasil. O índice fornece informações cruciais para orientar políticas públicas que melhorem o ambiente de negócios e impulsionem a retomada econômica pós-pandemia, já que é nas cidades que os empreendedores iniciam suas jornadas.
Metodologia e Critérios
Elaborar esse índice é complexo, pois requer a análise de diversos indicadores empíricos para caracterizar a inovação, a cultura empreendedora e o ambiente regulatório de cada cidade. A ENAP e a Endeavor utilizam dados abertos de fontes oficiais como IBGE, ministérios da Economia, Educação e Saúde, ANATEL, entre outros. Os critérios avaliados incluem:
- Ambiente Regulatório: Tempo de processos, burocracia, tributação e gestão fiscal.
- Infraestrutura: Transporte, conectividade, acesso a aeroportos, preço do metro quadrado e taxas de homicídios.
- Mercado: Crescimento do PIB, IDH e potencial de consumo.
- Acesso a Capital: Operações de crédito, poupança, investimento em bancos e capital de risco.
- Inovação: Proporção de mestres e doutores, investimentos de BNDES e FINEP, patentes e empresas de tecnologia.
- Capital Humano: Notas do ENEM e IDEB, matrículas em cursos técnicos e profissionalizantes, proporção de graduados e qualidade dos cursos de ensino superior (ENADE).
- Cultura Empreendedora: Pesquisas no Google sobre termos relacionados ao empreendedorismo (empreendedor, MEI, SEBRAE).
A ausência de dados específicos sobre o ambiente empreendedor brasileiro torna a utilização de dados abertos e oficiais uma necessidade, buscando traduzir os conceitos utilizados na pesquisa.
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Resultados e Destaques
São Paulo manteve a primeira posição no ranking, seguida por Florianópolis, Curitiba, Vitória e Belo Horizonte. Ribeirão Preto ocupa a 22ª posição, com destaque positivo no acesso a capital e cultura empreendedora, mas com desempenho inferior no ambiente regulatório (65ª posição). Franca, outra cidade da região, caiu para a 70ª posição, também com baixo desempenho no ambiente regulatório (78ª posição). A ausência da USP no ENADE prejudica a posição de Ribeirão Preto no critério de capital humano, uma vez que a universidade não participa da avaliação.
Considerações Finais
O Índice de Cidades Empreendedoras oferece um panorama valioso para a compreensão do ecossistema empreendedor brasileiro. A melhoria do ambiente regulatório se apresenta como um ponto crucial para o desenvolvimento de cidades como Ribeirão Preto e Franca, que possuem potencial para avançar no ranking. A qualidade da mão de obra qualificada, como a formada pela USP de Ribeirão Preto, é um fator fundamental para o sucesso empreendedor, reforçando a necessidade de considerar todos os aspectos na avaliação do índice.