Levantamento indica que muita gente pode estar absorvendo e compartilhando conteúdo falso; ouça a coluna ‘Mundo Digital’
A internet móvel se tornou a principal porta de entrada para o acesso à informação no Brasil, mas essa facilidade traz consigo um risco crescente: a disseminação de notícias falsas. Uma pesquisa recente revelou que apenas 37% dos brasileiros checam a veracidade das notícias antes de compartilhá-las pelo celular, um número preocupante, considerando que 62% da população acessa a internet exclusivamente por esse meio.
Desatenção no celular
De acordo com Eduardo Soares, especialista em tecnologia e convidado do programa, a maior parte dos internautas demonstra menos cautela ao navegar pela internet em seus smartphones. A praticidade do acesso móvel, muitas vezes em situações corriqueiras como filas ou transporte público, contribui para um consumo mais impulsivo e menos crítico da informação. A pesquisa indica que, ao contrário do que ocorre com o uso de computadores, onde há maior atenção e cuidado na seleção de links e sites, o celular se torna palco para uma disseminação mais rápida e indiscriminada de fake news.
WhatsApp: o principal canal de disseminação
O estudo aponta o WhatsApp como o principal vetor de notícias falsas, com 78% dos entrevistados o utilizando para esse fim. Redes sociais como Facebook (38%) e Instagram (26%) também figuram na lista, mas com percentuais significativamente menores. A natureza fechada do WhatsApp, dificultando a monitoração e fiscalização, contribui para sua utilização como canal privilegiado para a propagação de informações falsas.
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Responsabilidade compartilhada
A disseminação de fake news é um problema que exige responsabilidade compartilhada. Plataformas digitais, legisladores e usuários precisam atuar em conjunto para combater esse fenômeno. A conscientização sobre a importância da checagem de informações e a utilização de aplicativos de segurança são medidas cruciais para frear a propagação de notícias falsas. Além disso, a nova funcionalidade do WhatsApp que permite a edição de mensagens, embora útil, não elimina a necessidade de cautela, uma vez que prints de versões anteriores podem ser mantidos. Em resumo, a qualidade da informação, e não a quantidade, deve ser o foco, tanto para quem produz quanto para quem consome conteúdo online.