Pesquisa da Escola de Enfermagem de USP de Ribeirão Preto constatou maior risco de morte em idosos que estudaram menos
Uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto revelou uma alarmante relação entre baixo nível de escolaridade e expectativa de vida. O estudo, que acompanhou 515 homens e mulheres com 60 anos ou mais entre 2007 e 2013, demonstrou que a baixa escolaridade impacta diretamente na saúde e aumenta o risco de morte.
Impacto da Baixa Escolaridade na Saúde
De acordo com a professora Rosalina Aparecida Partezani, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, a dificuldade de compreensão de orientações médicas é um fator crucial. Indivíduos com menor escolaridade podem ter problemas com tarefas básicas, como dosagem de remédios. Somado a isso, fatores socioeconômicos, como acesso limitado a alimentação adequada e tratamento médico, contribuem para um quadro de saúde mais frágil.
Aumento da Fragilidade e Mortalidade
Em menos de seis anos, o estudo constatou um aumento de 186% na fragilidade dos participantes com baixa escolaridade. Esse grupo apresentou maior risco de morte, devido a dificuldades de locomoção, alimentação restrita e falta de suplementação proteica adequada. A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas para melhorar a qualidade de vida dessa população.
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Desafios e Necessidades
O aumento da população idosa em Ribeirão Preto, que cresceu quase três vezes em 15 anos, acentua a necessidade de investimentos em saúde. A professora Partezani enfatiza a importância de ações preventivas, focando na promoção da saúde e não apenas na cura de doenças. A pesquisa aponta para a necessidade de um trabalho multidisciplinar e estruturado, com recursos humanos e materiais adequados para atender às necessidades dessa população crescente e vulnerável. A expectativa de que 23% da população brasileira seja idosa em 2050 reforça a urgência de políticas públicas eficazes.



