Pesquisa analisou dados de 200 fumantes de eletrônicos que apresentaram níveis de nicotina até seis vezes maiores
Uma pesquisa conjunta da Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde, do Incor (Instituto do Coração de São Paulo) e do laboratório de toxicologia da Faculdade de Medicina da USP revelou dados preocupantes sobre o consumo de vapes. O estudo indica que o uso de cigarros eletrônicos leva a níveis de intoxicação no organismo superiores aos do cigarro convencional, contrariando a crença de que seriam menos nocivos.
Níveis de Nicotina e Substâncias Prejudiciais
Os pesquisadores analisaram dados de usuários de vapes, constatando níveis de nicotina extremamente preocupantes. Além da nicotina, outras substâncias presentes nos vapes, como o propilenoglicol, também causam danos à saúde. A pesquisa aponta que a concentração de nicotina em um vape pode ser até seis vezes maior que a encontrada em um cigarro comum.
Riscos à Saúde e Impactos a Longo Prazo
O médico oncologista Dr. Carlos Frué alerta para os graves riscos associados ao uso de vapes. Além do aumento significativo do risco de câncer de pulmão, boca, laringe, esôfago e estômago, o uso prolongado também aumenta as chances de doenças pulmonares, como lesões agudas que podem levar a sequelas irreversíveis, incluindo a necessidade de oxigênio contínuo. O Dr. Frué cita o caso do cantor sertanejo Zé Neto, que sofreu uma lesão pulmonar aguda devido ao uso de vape.
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A Importância da Fiscalização e Prevenção
Apesar da proibição da comercialização de vapes pela Anvisa, o produto continua facilmente acessível online e em diversos locais. A falta de fiscalização eficaz contribui para a disseminação do seu uso, especialmente entre jovens atraídos pelos diversos sabores disponíveis. A conscientização sobre os perigos do vape é crucial, e a fiscalização rigorosa, aliada a campanhas educativas, se torna fundamental para evitar uma epidemia de doenças pulmonares e cardiovasculares.



