Pediatra Ivan Savioli Ferraz analisa os riscos da obesidade em crianças e adolescentes na coluna ‘Filhos e Cia’
A obesidade infantil é um problema crescente e preocupante, com números alarmantes no Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 3 milhões de crianças menores de 10 anos sofrem com a doença. A pandemia agravou a situação, piorando os hábitos alimentares de crianças e adolescentes, como aponta a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.
Aumento da Obesidade Infantil
O crescimento da obesidade infantil é alarmante. De acordo com o Dr. Ivã Savioli Ferrasto, pediatra entrevistado pela CBN, o número de adolescentes com excesso de peso no Brasil aumentou dez vezes desde a década de 1970. Essa taxa de crescimento excepcional demonstra a urgência em se abordar o problema.
Causas e Fatores de Risco
A obesidade infantil é multifatorial. O consumo excessivo de alimentos industrializados (“trash food”), com alto valor calórico e baixo valor nutricional, contribui significativamente. O sedentarismo, agravado pelo isolamento social durante a pandemia, também desempenha um papel crucial. Embora a genética tenha influência, o Dr. Ferrasto enfatiza que o aumento exponencial da obesidade nos últimos anos não pode ser atribuído apenas a fatores genéticos. Mudanças no estilo de vida moderno e hábitos alimentares inadequados são os principais culpados. A longo prazo, a obesidade infantil aumenta o risco de doenças como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas ortopédicos, além de reduzir a expectativa de vida.
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Prevenção e Papel dos Pais
A prevenção e o tratamento da obesidade infantil requerem mudanças comportamentais e envolvem toda a família. Os pais desempenham um papel fundamental na educação alimentar e na promoção de hábitos saudáveis. A orientação alimentar deve ser aplicada a todos os membros da família, e o apoio mútuo é essencial. Atividades físicas regulares também são cruciais. O tratamento, embora não seja simples, é possível e envolve, geralmente, orientação nutricional e incentivo à prática de exercícios físicos. Em casos mais complexos, a busca por causas genéticas pode ser necessária.
Em suma, combater a obesidade infantil exige uma abordagem multifacetada, com a participação ativa de pais, profissionais de saúde e da sociedade como um todo. A conscientização, a mudança de hábitos e a busca por ajuda profissional são passos importantes para garantir a saúde e o bem-estar das crianças e adolescentes.