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Índice de ocupação de UTIs exclusivas para a Covid-19 volta a ficar no vermelho em Ribeirão

Registro não acontecia desde o ano passado, quando as internações diminuíram com o avanço da vacinação
UTI Covid Ribeirão
Registro não acontecia desde o ano passado, quando as internações diminuíram com o avanço da vacinação

Registro não acontecia desde o ano passado, quando as internações diminuíram com o avanço da vacinação

Em Ribeirão Preto, o índice de ocupação de leitos exclusivos para Covid-19 voltou a ficar no vermelho, situação não vista desde o ano passado. Apesar de ser um número menor que no pico da pandemia, o indicador acende um sinal de alerta, com pacientes apresentando sintomas mais graves.

Reabertura de leitos e aumento de casos

Com a melhora dos indicadores da pandemia após a segunda onda, leitos de UTI destinados à Covid-19 foram realocados para outras especialidades. Atualmente, há 21 leitos de UTI para Covid-19 nos hospitais públicos e particulares, com 16 ocupados (9 intubados). Em enfermaria, dos 56 leitos disponíveis, 33 estão ocupados, um aumento significativo em relação à semana anterior. O Hospital das Clínicas e a Santa Casa de Ribeirão Preto apontam que 30% das pessoas que procuraram atendimento com sintomas respiratórios recentemente testaram positivo para Covid-19.

Impacto nos hospitais e aumento de testes

A superlotação hospitalar tem impactado diretamente o atendimento médico, aumentando o tempo de espera e a ansiedade por exames. O diretor do grupo São Lucas, Pedro Paloce, destaca o afastamento de profissionais de saúde devido ao aumento de contaminações por Covid-19. O pesquisador da Unesp, Vitor Valente, alerta para o risco do surgimento de novas variantes com o aumento da transmissão do vírus. Dados da Secretaria de Saúde mostram um aumento significativo na procura por testes RT-PCR e rápidos em janeiro, comparado a dezembro de 2023, refletindo-se em um aumento de casos positivos. Em janeiro, foram registrados 1.708 infectados por Covid-19, uma morte e 685 casos de síndrome gripal, contra 1.456 infectados, três mortes e 1.424 casos de síndrome gripal em dezembro.

A situação em Ribeirão Preto reflete uma preocupação com a necessidade de leitos de enfermaria e UTI, e a superlotação observada na cidade exige um remanejamento de recursos. Outras cidades da região, como Orlândia, Sertãozinho e Barretos, também enfrentaram ou enfrentam situações semelhantes, demonstrando a necessidade de monitoramento constante da situação epidemiológica.

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