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Índice de pessoas endividadas bate recorde no país: um em cada quatro brasileiros tem contas atrasadas

Economista Pedro Nascimento aponta o salário em queda e a inflação como os principais responsáveis pelo endividamento
Endividamento no Brasil
Economista Pedro Nascimento aponta o salário em queda e a inflação como os principais responsáveis pelo endividamento

Economista Pedro Nascimento aponta o salário em queda e a inflação como os principais responsáveis pelo endividamento

Novembro de 2023 terminou, deixando um rastro de preocupação para a economia brasileira. A inadimplência atingiu seu maior nível no ano, e com a inflação em alta, muitas famílias se veem em uma situação financeira delicada.

Inadimplência em alta e o peso das dívidas

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio, uma em cada quatro pessoas está com contas atrasadas. Em novembro, a inadimplência subiu de 25,6% em outubro para 26,1%, com cartão de crédito, prestações e cheque especial liderando os gastos atrasados. A dificuldade em priorizar pagamentos e a busca por soluções, como renegociação de dívidas, são reflexos dessa realidade.

Causas da crise financeira: queda de renda e inflação

O economista Pedro Nascimento aponta dois fatores principais para a situação: a queda na renda média das famílias (em torno de 7% a 8% em comparação ao ano anterior) e a alta inflação, que afeta principalmente os alimentos e o transporte. A combinação desses fatores reduz o poder de compra, forçando as famílias a recorrerem a empréstimos e aumentando ainda mais o endividamento.

Dicas para lidar com o endividamento

Para evitar o agravamento da situação, Nascimento recomenda priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, como o rotativo do cartão de crédito (com taxas que podem chegar a 340% ao ano). Ele sugere evitar o cheque especial, mesmo com taxas menores que o rotativo do cartão, e buscar a renegociação de dívidas para reduzir os juros e facilitar o pagamento. A renegociação com bancos ou empresas de crédito pode resultar em taxas significativamente menores, oferecendo uma chance de sair da espiral do endividamento.

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