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Índice de umidade do ar chega a marca crítica de 8% em Barretos nesta quarta-feira (4)

Região de Ribeirão Preto passa por período de seca extrema o que afeta a saúde das vias aéreas; ideal é de 60% na umidade do ar
Índice de umidade do ar chega
Região de Ribeirão Preto passa por período de seca extrema o que afeta a saúde das vias aéreas; ideal é de 60% na umidade do ar

Região de Ribeirão Preto passa por período de seca extrema o que afeta a saúde das vias aéreas; ideal é de 60% na umidade do ar

As condições de umidade do ar na cidade de Barretos e região têm causado preocupação devido aos índices extremamente baixos registrados nos últimos dias. Enquanto o recomendado para a saúde humana situa-se entre 60% e 80% de umidade relativa, Índice de umidade do ar chega a marca crítica de 8% em Barretos nesta quarta-feira (4), Barretos apresentou níveis alarmantes, chegando a 8%, e em alguns momentos entre 7% e 8%, valores comparáveis aos dos desertos mais secos do mundo.

Índices críticos de umidade do ar em Barretos e região

Na cidade de Ribeirão Preto, a umidade do ar chegou a 11%, enquanto Barretos registrou apenas 8%, segundo dados divulgados recentemente. Para efeito de comparação, o deserto do Saara apresenta umidade relativa entre 14% e 20%, e o deserto do Atacama, considerado o mais seco do mundo, tem índice médio em torno de 5%. Esses números evidenciam a gravidade da situação enfrentada pela população local, que convive com um ar extremamente seco e prejudicial à saúde.

Impactos na saúde da população: Especialistas alertam que a baixa umidade do ar afeta principalmente o sistema respiratório. O médico pneumologista Kai Walvis Junqueira Franco explica que o ar seco dificulta a filtragem adequada de microorganismos, poeira e fumaça pelas vias respiratórias, aumentando o risco de irritações e infecções. Ele destaca que a sensação de ardência na garganta, tonturas e outros sintomas podem estar relacionados à desidratação provocada pelo ambiente seco.

Casos de asma e bronquite têm se agravado na região. Moradores relatam episódios de sufocamento e crises respiratórias durante a noite, tornando a situação ainda mais preocupante. A baixa umidade também provoca desconfortos como ressecamento da pele, olhos e mucosas, além de aumentar a vulnerabilidade a doenças respiratórias.

Fatores geográficos e climáticos: Barretos está localizada em uma região do estado que naturalmente não recebe a umidade proveniente da Amazônia ou a brisa marítima, fatores que contribuem para a baixa umidade do ar. A distância do litoral impede que a cidade seja beneficiada pela umidade trazida pelo mar, o que agrava ainda mais a situação nos períodos de estiagem e altas temperaturas.

Medidas adotadas para minimizar os efeitos

Para enfrentar a crise de umidade, instituições locais têm investido em climatizadores que umidificam o ar e reduzem a temperatura ambiente. Eduardo Crois-felts, presidente de uma instituição que atende crianças na cidade, relata que os aparelhos instalados conseguem baixar a temperatura em até 12 graus, proporcionando um ambiente mais ameno e saudável para os atendidos.

Além disso, a população tem adotado medidas como o uso constante de hidratação, máscaras para proteção das vias respiratórias e cuidados redobrados com a saúde, principalmente para pessoas com doenças crônicas respiratórias.

Informações adicionais

É fundamental que, diante dos sintomas relacionados à baixa umidade do ar, como ardência, tonturas e crises respiratórias, a população procure atendimento médico imediato para evitar complicações. A hidratação constante e o uso de umidificadores em ambientes fechados são recomendados para minimizar os efeitos do ar seco.

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