Reajuste é o maior do mês desde 2021; quem analisa os parâmetros é Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,44% em setembro, aproximando-se do teto da meta de inflação de 4,5%. De acordo com a economista Paula Velho, esse aumento é preocupante, pois inverte a tendência de deflação observada em atrássto (-0,22%).
Fatores que impulsionaram a alta do IPCA
Dois fatores principais contribuíram para a alta do IPCA: a seca, que impactou a produção de alimentos e elevou os preços, e o aumento das tarifas de energia elétrica, devido à bandeira vermelha. Esses choques climáticos, segundo Paula, são difíceis de controlar.
Pressões inflacionárias futuras
Além dos fatores pontuais, outros elementos podem manter a pressão inflacionária nos próximos meses. O aumento do salário mínimo, indexado à inflação, e o crescimento do PIB, contribuirão para o aumento dos preços. A capacidade ociosa quase nula na indústria também representa um risco, podendo gerar pressão sobre a oferta e repassar os custos para os serviços.
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Perspectivas e impactos
A perspectiva para a inflação não é otimista. A economista destaca a necessidade da ação do Banco Central e do governo para controlar os gastos e manter a inflação dentro da meta. A alta inflação impacta diretamente a população, principalmente a de baixa renda, que sofre mais com o aumento dos preços.