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Índices de inflação preocupam economistas principalmente quando são comparados com outros países como os Estados Unidos e a China

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
Índices de inflação
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A inflação persiste como um desafio significativo para a economia brasileira, com índices que superam os de muitas nações. O economista Nelson Rocha Augusto, em análise para a Rádio CBN Ribeirão, detalha os obstáculos que o Brasil enfrenta para controlar a inflação.

As Particularidades da Inflação Brasileira

Segundo Augusto, a inflação no Brasil se distingue pela sua magnitude em comparação com outros países. Enquanto os Estados Unidos mantêm a inflação abaixo de 2% e a Europa teme a deflação, o Japão lida com inflação baixa há mais de uma década. Mesmo a China, com um crescimento robusto, mantém a inflação sob controle. O Brasil, por outro lado, enfrenta uma inflação superior a 6% ao ano.

Causas Multifacetadas

Augusto explica que a inflação brasileira é resultado de uma combinação de fatores: monetários, cambiais, conflitos distributivos e o chamado “custo Brasil”. Este último engloba gargalos de infraestrutura, baixa produtividade e altos custos de contratação de mão de obra. O economista enfatiza que combater a inflação é crucial, pois ela afeta desproporcionalmente as pessoas menos favorecidas, cujo poder de compra é corroído mais rapidamente.

Ajuste Fiscal como Solução

Para Augusto, um ajuste fiscal rigoroso é essencial. Ele argumenta que o gasto excessivo do governo em todas as esferas (federal, estadual e municipal) gera mais demanda do que oferta, impulsionando a inflação. O economista defende que o Brasil deve buscar rapidamente atingir o centro da meta inflacionária de 4,5% e, posteriormente, discutir a redução dessa meta. Caso contrário, o país corre o risco de seguir na contramão de economias como Estados Unidos e China.

Embora o combate à inflação possa inicialmente impactar o crescimento econômico, a longo prazo, países com inflação controlada tendem a crescer mais. Isso ocorre porque a capacidade de oferta aumenta, permitindo que a sociedade consuma sem que os preços disparem. O ajuste fiscal é, portanto, fundamental para ampliar a oferta e impulsionar o crescimento sustentável do Brasil.

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