Com falta de investimentos em tecnologia e déficit de matéria-prima, o Brasil fica dependente do mercado externo
O Brasil enfrenta uma crise na produção de medicamentos, com sua capacidade reduzida de 55% para apenas 5% nas últimas décadas. A dependência de matéria-prima importada, principalmente da China, e a falta de investimentos em tecnologia são os principais fatores responsáveis por esse cenário preocupante.
Declínio da Produção Nacional
A abertura de mercado na década de 1990, sem planejamento adequado para as empresas brasileiras, resultou em um declínio acentuado na produção nacional de insumos farmacêuticos. A China, por outro lado, implementou políticas que atraíram a produção global, oferecendo incentivos e regulamentações mais favoráveis.
Impacto nos Custos e na Saúde Pública
A dependência da importação de matéria-prima impacta diretamente nos custos de produção, tornando os medicamentos mais caros. Além disso, a falta de investimentos em tecnologia deixa o país vulnerável a crises, como a pandemia de Covid-19, comprometendo o acesso a medicamentos essenciais, incluindo antibióticos, medicamentos oncológicos, para diabetes e hipertensão.
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Caminhos para a Recuperação
A retomada da produção nacional requer uma ação conjunta entre governo, pesquisadores e indústria. Embora o processo seja demorado (de 3 a 5 anos para um novo produto chegar ao mercado), há planos em desenvolvimento para aumentar a produção de insumos farmacêuticos ativos no Brasil, com foco em investimentos em ciência e tecnologia, educação e capacitação. A meta é elevar a produção de 5% para 20% ou 30% em dez anos, buscando recuperar a capacidade produtiva do passado.


