Setor registrou pior resultado no número de empregos dos últimos 23 anos em 2023; economista, Fred Nazar, analisa a situação
A indústria calçadista de Franca enfrenta sua pior crise em 23 anos, com números de emprego em queda acentuada. Em outubro de 2023, o setor empregava 14.685 pessoas, representando uma redução de 2.800 vagas em comparação ao ano anterior (-16,1%).
Causas da Crise
Segundo o economista Fred Nazar, a situação é resultado de uma combinação de fatores. A incerteza econômica global, a redução do consumo interno, o aumento da inflação e a alta carga tributária brasileira impactam diretamente a produção e a competitividade do setor. A concorrência com importações asiáticas, com preços muito mais baixos, também é um fator crucial. O aumento das tarifas de energia elétrica e combustíveis, além dos altos juros, inibem investimentos e agravam a situação.
Alternativas para a Recuperação
Nazar destaca a necessidade de reinvenção da indústria calçadista, com os empresários buscando novos modelos de negócio. Ele sugere que Franca poderia se transformar em um polo de moda e design, em vez de depender apenas da produção em larga escala e mão de obra barata. A mudança cultural nas empresas brasileiras também é essencial, buscando uma mentalidade mais voltada para o crescimento e desenvolvimento sustentável, como se observa na Itália e nos EUA. A modernização tecnológica e a redução de custos também são fundamentais para aumentar a competitividade.
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A migração de mão de obra do setor calçadista para o setor de serviços, muitas vezes em empreendimentos individuais, é uma realidade preocupante. Embora o economista se mostre otimista quanto à possibilidade de recuperação, ele ressalta a importância da vontade dos empresários em mudar e investir em inovação para garantir a sobrevivência do setor em um mercado globalizado e competitivo.



