CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Indústria farmacêutica e Unicamp fazem parceria para produção de remédios

Investimentos em pesquisas serão feitos para a descoberta e produção de novos medicamentos
indústria farmacêutica
Investimentos em pesquisas serão feitos para a descoberta e produção de novos medicamentos

Investimentos em pesquisas serão feitos para a descoberta e produção de novos medicamentos

Desenvolvimento de Remédios: Um Caminho Longo e Caro

Criar um novo medicamento é um processo dispendioso e demorado, exigindo investimentos consideráveis e anos de pesquisa. Estima-se que o desenvolvimento de um único fármaco possa custar US$ 10 milhões em 10 anos, envolvendo inúmeras tentativas e erros, desde a descoberta de uma proteína eficaz contra uma doença até a produção final do medicamento. Apenas 5% dos estudos resultam em um novo remédio no mercado, sendo a fase de pesquisa de moléculas em laboratório a mais complexa.

Parceria para Inovação: Unicamp e Indústria Farmacêutica se unem

Para acelerar o processo e reduzir custos, a Unicamp e a indústria farmacêutica firmaram uma parceria inédita no Brasil, criando um consórcio. O Centro de Química Medicinal de Inovação da universidade investirá em pesquisas para descobrir novos princípios ativos. O governo federal e empresas farmacêuticas financiarão os projetos pelos próximos seis anos, um modelo já existente em países europeus.

Resultados Promissores e Investimento em Ciência

Duas grandes indústrias farmacêuticas investirão R$ 4,8 milhões, enquanto a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, injetará mais de R$ 3,8 milhões. Os recursos serão aplicados em pesquisas para desenvolver medicamentos contra doenças como leishmaniose, malária, infecções hospitalares e alguns tipos de câncer. A iniciativa é fundamental, pois, como afirma Paulo Arruda, professor titular de genética da Unicamp, a descoberta de novos medicamentos é um processo repleto de incertezas, com altas chances de insucesso. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, destaca a importância da parceria público-privada para viabilizar pesquisas que, sem esse investimento, seriam inviáveis. A assinatura do consórcio contou com a presença da ministra em exercício da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

As pesquisas do consórcio terão seus resultados publicados em revistas científicas, contribuindo para o avanço da ciência e reduzindo o tempo de desenvolvimento de novos medicamentos pela indústria farmacêutica.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.