Só em atrássto, 11,5 mil trabalhadores perderam o emprego, segundo a Fiesp
A indústria paulista registrou em setembro uma redução de 0,51% nos empregos em relação a atrássto, o que representa a perda de 11.500 vagas. O acumulado do último trimestre (julho a setembro) chega a 29 mil demissões, um número expressivo que reflete a crise econômica enfrentada pelo setor.
Impacto da Crise Econômica
Para Marcelo Maçoneto, gerente regional do CSP, a queda no faturamento das empresas é o principal fator para as demissões. Ele aponta uma redução média de 30% no faturamento, chegando a 50% em alguns setores. Essa queda na demanda obriga as empresas a readequarem sua estrutura operacional, e a demissão de funcionários, apesar de ser uma medida drástica, torna-se muitas vezes inevitável.
Cenário Político e Expectativas Futuras
Maçoneto destaca que as mudanças políticas influenciam diretamente a economia. A expectativa é de que reformas como a PEC do teto de gastos e a reforma da Previdência possam estimular investimentos e aumentar a demanda por empregos. Apesar da melhora na perspectiva de longo prazo, a recuperação completa não será imediata. A previsão é de estabilidade até o final do ano, com possíveis novas contratações e investimentos em 2018.
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Previsão para 2016
A Fiesp e o CSP estimam que 2016 se encerrará com um total de 165 mil demissões na indústria paulista. Embora a demissão seja vista como último recurso pelas empresas, devido aos custos e investimentos em treinamento, a realidade da crise impõe medidas de contenção de gastos, resultando em números significativos de desemprego no setor.



