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Infectologista afirma que medidas mais restritivas ‘não vão solucionar’ o problema, mas vêm em boa hora

Benedito da Fonseca afirma que, se as internações continuarem crescendo, em algumas semanas a região não terá leitos
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Benedito da Fonseca afirma que, se as internações continuarem crescendo, em algumas semanas a região não terá leitos

Benedito da Fonseca afirma que, se as internações continuarem crescendo, em algumas semanas a região não terá leitos

O médico e professor de infectologia da USP de Ribeirão Preto, Benedito Lopes da Fonseca, concedeu entrevista ao Giro CBN para comentar as novas restrições impostas pelo Plano São Paulo em decorrência do aumento de casos de COVID-19 na região.

Restrições e Impacto na Ocupação de Leitos

De acordo com o Dr. Benedito, as medidas restritivas, embora não solucionem o problema imediatamente, terão impacto positivo em duas a três semanas. A ocupação de leitos de UTI em Ribeirão Preto está em 80%, e sem medidas mais rígidas, o sistema de saúde corre o risco de colapso. O aumento de leitos de terapia intensiva é limitado, e a prioridade é diminuir a transmissão do vírus.

Recursos Humanos e o Esgotamento dos Profissionais de Saúde

O Dr. Benedito destaca a importância de se considerar o esgotamento dos profissionais de saúde, que trabalham em condições extremas há mais de um ano. Não basta aumentar o número de leitos e equipamentos; é crucial garantir o suporte necessário à equipe médica e de enfermagem, que está sobrecarregada e necessita de treinamento especializado. A dificuldade em contratar novos profissionais também agrava a situação.

Impacto das Novas Restrições e Logística da Vacinação

A decisão de impor regras de fase vermelha das 20h às 6h, e nos finais de semana, gerou polêmica, principalmente no setor de bares e restaurantes. O Dr. Benedito explica que o foco é controlar as aglomerações externas aos estabelecimentos, que são grandes focos de transmissão. Quanto à vacinação, o especialista aponta a dificuldade em definir a logística ideal, principalmente por conta da incerteza sobre o recebimento de novas doses para a segunda aplicação. Ele sugere priorizar a imunização dos profissionais de saúde que atuam diretamente no combate à COVID-19, reservando parte das doses para garantir a segunda aplicação. A extensão da vacinação para outros grupos, como professores e idosos, dependerá da disponibilidade de doses.

Em resumo, o Dr. Benedito reforça a necessidade de medidas restritivas para controlar a transmissão do vírus e a importância de se investir em recursos humanos para o enfrentamento da pandemia. A situação permanece complexa e requer planejamento estratégico para garantir o atendimento à população e evitar o colapso do sistema de saúde.

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