Lucas Agra, que trabalha na linha de frente de combate à pandemia, ficou internado por 12 dias com Covid-19
O médico infectologista Dr. Lucas Zagra concedeu entrevista à CBN discutindo a reclassificação da pandemia e a eficácia das medidas restritivas para conter o avanço da COVID-19.
Medidas Restritivas e o Exemplo Internacional
Segundo o Dr. Zagra, medidas como distanciamento social e uso de máscaras ainda são cruciais, mesmo com o avanço da vacinação. Países como Nova Zelândia e Austrália, que obtiveram sucesso no combate à pandemia, conseguiram conter o vírus através dessas medidas, evitando aglomerações e promovendo o isolamento social. O respeito a essas medidas, criando um pacto social para a sobrevivência coletiva, foi fundamental para o rápido controle da doença e a retomada da vida normal.
Consequências da COVID-19 para o Organismo
O infectologista compartilhou sua experiência pessoal com a doença, relatando os impactos significativos no organismo. Ele destacou o prejuízo físico, mental e psicológico, incluindo traumas, perda de capacidade produtiva, distúrbios do sono e ansiedade. Esses efeitos podem perdurar por meses após a recuperação da fase aguda da doença, afetando não apenas o paciente, mas também seus familiares e amigos. Estudos apontam que 20% a 25% dos pacientes internados com COVID-19 no Brasil não sobrevivem, e mesmo os que sobrevivem enfrentam sequelas de longo prazo.
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Vacinação e o Retorno à Normalidade
O Dr. Zagra ressaltou a importância da vacinação, mas alertou que a imunização completa leva tempo. A produção de anticorpos leva de duas a quatro semanas após a primeira dose, e a segunda dose é essencial para garantir níveis satisfatórios de proteção. Mesmo após a vacinação, a vida normal não retorna imediatamente. O médico enfatizou a necessidade de manter as medidas de precaução por um período considerável, até que uma grande parte da população esteja imunizada, para garantir a eficácia da vacina e a segurança coletiva. A volta à normalidade completa, com abraços, festas e encontros sociais sem restrições, só será possível após 30 a 60 dias da vacinação completa.



