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Infectologista teme que Ribeirão não consiga mais criar leitos para pacientes com Covid-19

Índice de ocupação caiu na cidade por conta da criação de novos leitos, mas o número de pacientes vem crescendo
leitos Covid-19
Índice de ocupação caiu na cidade por conta da criação de novos leitos, mas o número de pacientes vem crescendo

Índice de ocupação caiu na cidade por conta da criação de novos leitos, mas o número de pacientes vem crescendo

Nesta sexta-feira, o governo paulista divulgará mais uma fase do Plano São Paulo, gerando expectativa em Ribeirão Preto e outras cidades sobre a possibilidade de flexibilização das medidas restritivas. Porém, a situação nos hospitais da região permanece crítica.

Ocupação Hospitalar Crítica

A ocupação de leitos de UTI em hospitais públicos e privados de Ribeirão Preto está em 88%, com 173 dos 196 leitos ocupados. Nas enfermarias, a taxa de ocupação é de 84%, com 201 pacientes em 238 leitos disponíveis. Para o infectologista Benedito Lopes da Fonseca, a cidade pode se encontrar em breve sem leitos disponíveis, caso o aumento de casos não seja contido.

Queda no Isolamento e Aumento de Casos

A preocupação dos profissionais de saúde é agravada pela queda na taxa de isolamento social. Em Ribeirão Preto, na segunda-feira (20/07), a taxa foi de apenas 43%, e em Franca, outra cidade na fase vermelha, atingiu 40%. Entre os dias 14 e 20 de julho, foram registrados mais de 2.800 casos em Ribeirão Preto, uma média de 410 confirmações diárias, aumento significativo em relação à semana anterior (285 casos/dia).

Políticas Públicas e o Futuro

O infectologista avalia que o planejamento das políticas públicas pode não estar sendo eficaz, considerando o contínuo crescimento de casos e a alta taxa de ocupação hospitalar. A demora na liberação de exames também contribui para a dificuldade em controlar a situação. A reabertura do comércio, neste cenário, representaria um risco ainda maior para a saúde pública.

A situação em Ribeirão Preto demonstra a urgência de medidas mais eficazes para conter o avanço da pandemia, considerando a alta taxa de ocupação hospitalar e a queda no isolamento social. O aumento de casos demonstra a necessidade de uma revisão no planejamento atual.

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