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Infertilidade pode ser evitada com tratamento médico

Ginecologista Arnaldo Cambiaghi conversou com a CBN Ribeirão
Infertilidade pode ser evitada
Ginecologista Arnaldo Cambiaghi conversou com a CBN Ribeirão

Ginecologista Arnaldo Cambiaghi conversou com a CBN Ribeirão

Estima-se que a infertilidade afete cerca de 9% dos casais em todo o mundo, Infertilidade pode ser evitada, o que representa aproximadamente 724 milhões de pessoas. Segundo o ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana Dr. Arnaldo Cambiag, a fertilidade feminina começa a diminuir significativamente a partir dos 35 anos, sendo esse um marco importante para a busca de ajuda especializada.

Casais com histórico de doenças, Infertilidade pode ser evitada, cirurgias ou suspeita de endometriose, assim como homens com possíveis alterações na fertilidade, podem antecipar essa investigação para identificar causas e iniciar tratamentos adequados.

Causas da infertilidade: Dr. Arnaldo Cambiag divide as causas da infertilidade em cinco categorias principais, que envolvem tanto o fator masculino quanto o feminino. No fator masculino, o espermograma é um exame fundamental para detectar alterações na contagem, motilidade ou formato dos espermatozoides, podendo identificar até 50% dos casos iniciais de infertilidade.

Nas mulheres, as causas mais comuns incluem alterações anatômicas como obstrução das tubas uterinas, pólipos, miomas ou septos uterinos, que podem ser detectados por exames como a histerossalpingografia. Além disso, alterações ovulatórias, endometriose e causas imunológicas relacionadas à incompatibilidade entre o casal também são relevantes.

A endometriose, em particular, é uma condição que pode causar dores intensas e prejudicar a fertilidade, sendo importante seu diagnóstico e tratamento precoce.

Tratamentos e avanços recentes: De acordo com o especialista, cerca de 95% dos casos de infertilidade têm solução com os tratamentos disponíveis atualmente. Mulheres que não possuem útero podem recorrer à substituição uterina, enquanto aquelas sem óvulos podem utilizar banco de óvulos; o mesmo vale para o sêmen no caso dos homens.

Um avanço recente no Brasil é o uso da medicação chamada corifolitropina, uma injeção que reduz o número de aplicações necessárias para a estimulação ovariana de cerca de dez para duas doses. Essa inovação diminui o desconforto físico e o impacto psicológico dos tratamentos, facilitando a adesão dos pacientes.

Impactos emocionais e financeiros: Pesquisas indicam que 25% dos casais abandonam o tratamento precocemente devido ao impacto psicológico, enquanto aproximadamente 40% relatam aumento do estresse e da tensão durante o processo. Além do custo financeiro elevado, especialmente no Brasil, onde o acesso ao tratamento público é limitado e envolve longas filas, o desgaste físico e emocional contribui para a desistência.

O custo dos tratamentos de reprodução assistida pode ser um fator limitante para muitas famílias, o que reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso a esses procedimentos.

Recomendações para busca de ajuda

O tempo recomendado para procurar ajuda varia conforme a idade da mulher. Próximo dos 40 anos, é indicado buscar avaliação após três a quatro meses de tentativas sem sucesso. Para mulheres em torno de 28 a 30 anos, o período pode ser de até um ano.

Dr. Arnaldo Cambiag destaca ainda a importância da preservação da fertilidade, sugerindo que mulheres por volta dos 32 anos considerem congelar óvulos caso ainda não tenham parceiro ideal, como forma de ampliar as chances futuras de gravidez.

Limite de idade para gravidez assistida: Não há um limite técnico absoluto para a gravidez assistida, mas o Conselho Federal de Medicina permite tratamentos até os 50 anos. Após os 45 anos, devido à diminuição da qualidade dos óvulos e ao maior risco de abortos, é comum o uso de óvulos doados.

Embora existam controvérsias, mulheres até 50 anos podem realizar tratamentos com óvulos doados e sêmen do parceiro. Casos de gravidez em mulheres acima dessa idade são raros e dependem do estado físico individual.

Entenda melhor

A infertilidade é um problema multifatorial que envolve aspectos médicos, emocionais e financeiros. O avanço das técnicas de reprodução assistida, aliado à conscientização sobre a preservação da fertilidade, são fundamentais para aumentar as chances de sucesso. A busca precoce por avaliação especializada, especialmente após os 35 anos, é recomendada para otimizar os resultados.

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