Em outubro número foi de 0,65%, totalizando 6,66% no ano; transporte, vestuário, energia e alimentos foram os que mais sentiram
O custo de vida em Ribeirão Preto registrou um aumento significativo em outubro, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) praticamente dobrando em relação ao mês anterior. Segundo levantamento da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP), a inflação atingiu 0,65% em outubro, contrastando com os 0,30% observados no mês anterior.
Impacto Setorial
As áreas mais afetadas por essa alta foram os setores de transporte, vestuário, alimentação e energia elétrica. Essa combinação de aumentos impacta diretamente o orçamento familiar, exigindo adaptações e, muitas vezes, restrições no consumo.
Visão do Especialista
Fredgy Maranhão, economista da ACIRP, destaca que o ano tem sido desafiador para o consumidor ribeirão-pretano. “Acumulamos nos primeiros dez meses de 2015 uma inflação de 6,66%, com uma média mensal de 0,65%. É um patamar historicamente elevado, considerando que a média dos anos anteriores variava entre 0,3% e 0,4%”, explica Maranhão. Ele atribui esse cenário à instabilidade econômica e política do país, que gera falta de confiança tanto em empresários quanto em consumidores, resultando em perspectivas negativas para consumo e investimento.
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Natal e o Comércio
Com a proximidade do Natal, período crucial para o comércio, a inflação se torna um fator ainda mais preocupante. A alta dos preços reduz o poder de compra das famílias, impactando diretamente as vendas. Maranhão exemplifica o aumento expressivo no preço da batata, um item comum na ceia natalina, que subiu 170% em relação ao ano anterior. A carne bovina também apresentou um aumento significativo, de 19%.
Lado Positivo (Com Ressalvas)
A pesquisa também apontou alguns produtos com queda nos preços, como passagens aéreas, cebola e leite. No entanto, Maranhão ressalta que essas reduções são pontuais e não compensam o nível geral de preços elevados. “Mesmo com essas quedas, o consumidor não tem muito o que comemorar, pois o momento é de baixa confiança, altas taxas de juros e uma carga tributária elevada”, pondera o economista.
Diante desse cenário, a expectativa é que a resolução da situação política do país possa trazer mais confiança para a economia e impulsionar o crescimento.



