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Inflação brasileira fecha mês de junho com redução de 0,24%

Energia elétrica é o principal indicador que pesou no bolso; Nelson Rocha Augusto comenta esse índice e as tarifas de Trump
Inflação brasileira fecha mês de junho
Energia elétrica é o principal indicador que pesou no bolso; Nelson Rocha Augusto comenta esse índice e as tarifas de Trump

Energia elétrica é o principal indicador que pesou no bolso; Nelson Rocha Augusto comenta esse índice e as tarifas de Trump

A inflação oficial do Brasil, Inflação brasileira fecha mês de junho, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,24% em junho, abaixo das expectativas dos analistas. A queda nos preços de alimentos, como arroz, ovo e café, contribuiu para esse resultado, assim como a redução nos preços dos combustíveis líquidos, influenciada pela diminuição dos valores praticados pela Petrobras. No entanto, alguns itens, como energia elétrica e passagens aéreas, tiveram aumento devido à sazonalidade e à bandeira vermelha aplicada na conta de luz, que encarece o custo para os consumidores.

Inflação e perspectivas para a economia

Apesar da inflação relativamente baixa em junho, a expectativa é que o índice feche o ano um pouco acima da meta do Banco Central, que é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5%. A projeção indica que a inflação deve ficar em torno de 4,7% a 4,8% em 2023. Para 2026, as previsões apontam para uma inflação próxima ao centro da meta, em torno de 3%. Com isso, há possibilidade de redução da taxa Selic ainda no final deste ano, entre novembro e dezembro, embora a maioria dos analistas espere essa diminuição apenas para meados de 2024.

Tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros: O governo dos Estados Unidos anunciou tarifas de até 50% sobre produtos importados do Brasil, medida que afeta significativamente a economia brasileira, especialmente o agronegócio, que exporta itens como suco de laranja, carne e soja para o mercado americano. Essa decisão impacta a taxa de câmbio, provocando alta do dólar frente ao real, e pode gerar uma sobra de produtos no mercado interno brasileiro, reduzindo a pressão inflacionária.

Impactos econômicos e comerciais: A imposição das tarifas americanas traz incertezas para a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos, considerada uma das mais importantes para o país. A medida pode reduzir a confiança dos investidores, afetar investimentos americanos no Brasil e complicar operações de empresas multinacionais que atuam no país, devido à cobrança de impostos sobre insumos e produtos importados internamente. Além disso, há risco de aumento das restrições comerciais e de imigração, o que torna o cenário mais complexo para a economia brasileira.

Entenda melhor

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos é da ordem de 81 bilhões de dólares por ano, com o Brasil exportando cerca de 40 bilhões e importando aproximadamente 41 bilhões, resultando em um déficit comercial. As tarifas americanas, se mantidas, podem alterar esse equilíbrio e afetar diversas áreas da economia brasileira.

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