Puxado principalmente pelo alimentos, índice foi de 0,24% em Ribeirão Preto, segundo ACIRP
A inflação em Ribeirão Preto em 2016 foi marcada por altos e baixos, fechando o ano com um índice de 4,67%, um valor considerado elevado, embora menor que o registrado em 2015.
Alimentos: vilões ou vítimas?
Os alimentos tiveram um papel importante na inflação de 2016. Após quedas de preços em setembro, outubro e novembro, houve uma desaceleração dessa tendência em dezembro. Produtos como o olho de soja (quase 10% de alta), o pão francês (3%) e refeições fora de casa (2% de avanço) contribuíram para esse cenário. Mesmo o frango, com leve alta de 0,74%, impactou o índice geral. O economista Gabriel Couto, da ACIRP, destaca que sem esse comportamento dos alimentos, a inflação de dezembro teria sido menor.
Outros setores em destaque
Além dos alimentos, outros setores influenciaram a inflação. O preço de carros usados subiu 3,39%, enquanto os veículos novos tiveram alta de 1,89%. Os aluguéis registraram a nona alta consecutiva, com aumento de 0,27%. Houve, porém, quedas significativas nos preços de frutas como pêssego (-25%), manga (-11%) e limão (-43%). No setor de carnes, o A100 apresentou a maior retração (-3,59%), e a energia elétrica também teve queda (-3,79%).
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O índice de preços ao consumidor de dezembro foi de 0,24%, interrompendo três meses seguidos de deflação. Apesar da queda em relação a 2015, a inflação de 2016 em Ribeirão Preto foi uma das mais altas desde 2007, demonstrando uma perda significativa do poder de compra para a população.



