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Inflação de janeiro em Ribeirão Preto é a maior dos últimos três anos

Em média, produtos ficaram 1,53% mais caros, segundo levantamento da ACIRP; verduras e legumes foram os itens que mais subiram
Inflação Ribeirão Preto
Em média, produtos ficaram 1,53% mais caros, segundo levantamento da ACIRP; verduras e legumes foram os itens que mais subiram

Em média, produtos ficaram 1,53% mais caros, segundo levantamento da ACIRP; verduras e legumes foram os itens que mais subiram

A inflação em janeiro deste ano atingiu o maior patamar desde janeiro de 2013, com um índice de 1,53%. O aumento dos preços dos alimentos, especialmente verduras e legumes, foi o principal fator que impactou o bolso do consumidor. De acordo com Fred Guimarães, economista da Associação Comercial e Industrial da cidade, a inflação de janeiro surpreendeu, superando o resultado do ano anterior, marcando 13 meses consecutivos de inflação em Ribeirão Preto, um fato inédito desde o início da pesquisa em 2010.

Impacto da Educação e Impostos

Embora os alimentos tenham contribuído para a inflação, outros setores também tiveram um impacto significativo. O setor de educação, com destaque para os cursos de primeiro grau, figurou entre os itens que mais pesaram no bolso do consumidor. A busca por escolas de qualidade, impulsionada pela decadência da escola pública, tem gerado uma alta demanda, elevando os preços. Além disso, os impostos também contribuíram para o aumento da inflação, juntamente com os setores de habitação e transporte.

Fatores Climáticos e Fraqueza do Mercado

A surpresa com o índice de inflação se deve à fraqueza do mercado, onde as famílias enfrentam dificuldades para consumir devido à perda de poder de compra e ao endividamento. A falta de planejamento financeiro também contribui para o descontrole do orçamento familiar. Além disso, o mercado convive com o aumento de custos frequentes e decisões governamentais que impactam a trajetória dos negócios. Fatores climáticos também contribuíram para a elevação dos preços de alguns alimentos.

Cenário Futuro e Recomendações

O cenário econômico é de incerteza, com a arrecadação do governo em queda e investidores cobrando mais devido ao desequilíbrio das contas públicas. Isso resulta em um custo de capital maior, penalizando o consumo e o investimento. Para o futuro, é fundamental que o consumidor evite produtos caros, faça planejamento e pesquise preços. Ao não ratificar o que está caro, o consumidor pode exercer pressão sobre os preços, contribuindo para uma economia mais justa.

Diante desse cenário, a atenção e o planejamento financeiro tornam-se ainda mais importantes para mitigar os efeitos da inflação no dia a dia.

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