Tendência para o ano é de equilíbrio entre a taxa de juros e a inflação; ouça na coluna ‘CBN Economia’ com Nelson Rocha Augusto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril apresentou uma desaceleração da inflação, registrando 0,31%. Este dado positivo, somado à ata do Comitê de Política Monetária (Copom), indica que as medidas do Banco Central estão surtindo efeito.
Inflação sob Controle?
A inflação acumulada em 12 meses, considerando o resultado de abril, chegou a 6,76%. Apesar do valor ainda elevado, a taxa de juros atual de 3,5% demonstra uma desaceleração da inflação. O especialista Nelson Rocha Augusto destaca que, embora os preços estejam altos, o aumento na margem está menor, indicando uma tendência de queda para 4,5% até dezembro. Isso permite ao Banco Central ajustar a taxa de juros de forma gradual, sem a necessidade de aumentos drásticos.
Cenário Internacional e seus Reflexos
A situação nos Estados Unidos, com sua recente divulgação de inflação alta (4,2% no acumulado do ano, contra a meta de 2%), gera incertezas. Um dado de inflação de 1% divulgado recentemente é considerado distorcido devido a comparações com o período de abril de 2020, marcado pelo início da pandemia e queda acentuada nos preços. Apesar do nervosismo nos mercados financeiros internacionais, a expectativa é que a inflação americana se normalize, evitando aumentos significativos nas taxas de juros. Um cenário de forte alta nos juros americanos, no entanto, poderia prejudicar a recuperação econômica brasileira.
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A expectativa é de que a inflação nos Estados Unidos se estabilize e que a recuperação econômica global continue, impulsionada pelo avanço da vacinação e controle da pandemia. Este cenário otimista, porém, depende de uma série de fatores, incluindo o sucesso das campanhas de vacinação e a manutenção de um equilíbrio entre o controle da inflação e o crescimento econômico.